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SÃO PAULO – Com a queda do dólar, a tendência era a de que o brasileiro pagasse menos para comprar um carro importado. Contudo, não é exatamente o que acontece, segundo o presidente da Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotivos (Abeiva), José Luiz Gandini.
De acordo com informações dadas pelo executivo à Agência Autoinforme, a desvalorização da moeda norte-americana é um fenômeno que também ocorre em outros países – exatamente aqueles de onde o País compra automóveis. Por outro lado, o preço das matérias-primas, ao invés de caírem, aumentam. “Isso faz com que o preço do carro suba nos países de origem, anulando a queda do dólar no Brasil”, adicionou a nota da agência.
Revolta e imposto
Conforme Gandini, os importadores “estão revoltados” com um tratamento que eles consideram desigual com, as montadoras instaladas no Brasil, que trazem carros de fora.
As montadoras importam veículos do Mercosul e do México com alíquota zero, enquanto os importadores que trazem carros de outras localidades pagam 35% de imposto. Em sua avaliação, a carga tributária é excessiva e poderia ser reduzida, sem que houvesse uma situação de concorrência desleal com as nacionais.
Vendas
Como forma de embasar os aspectos negativos desse percentual de impostos considerado elevado, a Abeiva citou que, nos primeiros quatro meses do ano, dos mais de 54 mil veículos importados vendidos em solo brasileiro, menos de 2,4 mil foram trazidos por empresas que não possuem fábricas no Brasil.
Gandini considerou o balanço isolado de abril como “humilhante”, ao contar cerca de 600 unidades comercializadas.