Mesmo com queda de 1,19%, cesta básica de SP ainda é a mais cara em março

No terceiro mês do ano, os paulistanos pagaram R$ 273,25 para comprar os produtos essenciais, segundo o Dieese

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SÃO PAULO – O preço da cesta básica de São Paulo teve redução de 1,19% em março deste ano, frente ao mês imediatamente anterior. Mesmo assim, se manteve como a mais cara do País, de acordo com pesquisa realizada pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) e divulgada nesta segunda-feira (9).

No terceiro mês do ano, os paulistanos pagaram R$ 273,25 para comprar os produtos essenciais. Já o acumulado dos três primeiros meses do ano ficou negativo em 1,45%, enquanto que, em 12 meses, acumula alta de 2,12%.

Quedas e altas
Em março deste ano, os aumentos na cesta de São Paulo foram bastante moderados. Dos 13 itens analisados, seis apresentaram aumento: óleo de soja (1,43%), leite in natura integral (0,82%), feijão carioquinha (0,42%), tomate e banana nanica, ambos com alta de 0,37%, e café em pó (0,25%).

Já preços do arroz agulhinha, farinha de trigo e manteiga não sofreram alteração. A pesquisa ainda aponta que foram registradas quedas nos preços de batata (-4,89%), carne bovina de primeira (-2,97%), açúcar refinado (-1,40%) e pão francês (-0,42%).

Jornada de trabalho
De acordo com o estudo, para quem ganha salário mínimo foi preciso trabalhar 96 horas e 39 minutos em março para adquirir a cesta básica em São Paulo. Em fevereiro, a mesma compra necessitava de um tempo de trabalho ligeiramente maior, de 97 horas e 49 minutos.

Nos dois casos, porém, a jornada é menor que a exigida em março de 2011, que chegava a 108 horas e 01 minuto. Considerando o salário mínimo líquido, descontando a parcela referente à Previdência Social, acontece uma situação semelhante.

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Em março deste ano, o percentual do salário mínimo líquido comprometido com a compra da cesta correspondeu a 47,75%, contra 48,33%, em fevereiro e 53,37%, em março de 2011.