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SÃO PAULO – Quer investir em imóveis? Se você não tem muita pressa em receber seu retorno financeiro, compre alguma propriedade na Marginal do Pinheiros. Isso mesmo: lá onde ocorreu o acidente nas obras do Metrô e o chão foi abaixo.
Parece loucura, mas a dica é de especialistas do setor. Isso porque a tendência é que os preços do setor imobiliário caiam na região, em resposta ao temor dos moradores e ao estigma gerado por conta das mortes. Contudo, dentro de dois ou três anos, a valorização deve chegar com força total, potencializada pelo acesso metroviário da Linha 4.
Avaliação
A avaliação é tanto do diretor de Lançamentos da Vice-presidência de Comercialização e Marketing do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP) e diretor de Marketing da Itaplan, Fábio Rossi Filho, quanto do presidente do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP), José Augusto Viana Neto.
“O mercado visa a melhor maneira da pessoa viver, o melhor custo beneficio com as maiores facilidades em relação de serviço, lazer, bens públicos e acesso. Quando tiver a linha lá, isso vai contar no valor final”, afirmou Rossi Filho.
Pode não acontecer
Viana Neto é da mesma opinião de seu colega, contudo, faz uma ressalva: essa valorização pode, ou não, acontecer. “Houve uma valorização expressiva na região do Tatuapé com a chegada do Metrô: houve um aquecimento do comércio, foi montado um shopping, aumentou o fluxo de pessoas”, afirmou.
No entanto, o mesmo não ocorreu com as imediações das estações Marechal Dedororo, República e São Joaquim. “Não dá para ter muita certeza sobre isso. Só com o tempo poderemos saber ao certo”, adicionou o presidente do Creci.
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O conselho regional colocou à disposição das vítimas do acidente corretores para cotar o imóvel perdido. “Esse serviço custa de R$ 3 mil a R$ 5 mil. E essas pessoas já perderam tudo”, explicou Viana.
Pesquisando
Rossi deu uma dica para aqueles que vão comprar um imóvel: além de pesquisar melhor oferta e localização, também devem ser considerados quais os planos de obras para aquela região. “Assim você não corre o risco de comprar uma casa e, pouco tempo depois, ser construído um cadeião ao lado”, explicou.
Por outro lado, se estiver prevista a construção de um shopping center, a tendência é que a edificação valha mais no futuro. “Em uma cidade como São Paulo, que cresce a cada dia, é importante ficar atento a tudo”, adicionou.
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Paciência
Quantos a tragédias como a da Linha 4 – que não estão no plano de ninguém – o ideal é tentar tirar o melhor proveito. Como? Tendo paciência.
“Às vezes, um transtorno momentâneo pode gerar um retorno financeiro futuro. Assim como o bairro do Jabaquara, logo que caiu aquele avião, há alguns anos. Por um momento, houve desvalorização, depois, passou”, finalizou.