Mesmo com preços maiores, crédito e renda aumentaram consumo de alimentos

Segundo a Abia, o faturamento nominal da indústria de alimentos atingiu R$ 230,6 bilhões em 2007, 10,6% de aumento

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SÃO PAULO – Apesar da alta nos preços dos alimentos no ano passado, a elevação do crédito na economia, o aumento do emprego formal e a melhoria do rendimento médio real efetivo das pessoas ocupadas contribuíram para o incremento do consumo.

De acordo com a Abia (Associação Brasileira da Indústria de Alimentos), o faturamento nominal da indústria de alimentos atingiu R$ 230,6 bilhões em 2007, o que representa 10,6% de aumento frente aos R$ 208,4 bilhões do ano anterior.

Deste total, R$ 196,2 bilhões se referiram aos alimentos (+9,9% em relação aos R$ 178,5 bilhões de 2006) e R$ 34,4 bilhões correspondiam às bebidas (+15% frente aos R$ 29,9 bilhões de 2006).

Vendas para o mercado interno

Ainda segundo a Abia, as vendas reais para o mercado interno cresceram 2,26% no ano passado, em relação a 2006. Considerando apenas as vendas reais, a alta foi de 2,92% e no caso da produção física, de 3,82%.

Conforme explica a Associação, do lado da oferta, houve aumento dos custos das matérias-primas agropecuárias, com ênfase para milho, soja, boi gordo, feijão, trigo e leite. Quanto ao custo com embalagens, o crescimento maior se concentrou no setor de metais não-ferrosos.

“As condições da agricultura forçaram para cima os custos com matéria-prima, mas o problema de estiagem já passou e a tendência é que os preços voltem aos patamares anteriores rapidamente”, afirmou o gerente do Departamento de Economia e Estatística da Abia, Amílcar Lacerda de Almeida.

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Destaque para derivados da carne

Entre os setores analisados pela Associação, o de derivados de carne foi o que apresentou a maior alta no faturamento em 2007, de 18,5% (de R$ 42,9 bilhões em 2006 para R$ 50,83 bilhões no ano passado).

Em seguida, vieram os de chocolate, cacau e balas (+17,8%, de R$ 6,7 bilhões para R$ 7,95 bilhões), conservas de pescados (+17,6%, de R$ 1,6 bilhão para R$ 1,93 bilhão) e de derivados de frutas e vegetais (+16,9%, de R$ 12,2 bilhões para R$ 14,27 bilhões).