Mesmo com piora no cenário da dívida dos EUA, risco-País recua seis pontos

Corte no rating da Grécia também chama a atenção dos investidores; impasse sobre teto da dívida pública preocupa mercado

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SÃO PAULO – O risco-País avançou 6 pontos nessa segunda-feira (25), com o mercado avaliando a piora no cenário externo, sobretudo acerca das crises nos Estados Unidos e Grécia – que teve seu rating cortado pela Moody’s.

Por aqui, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 3,134 bilhões até a quarta semana de julho. Por fim, o Relatório Focus mostrou um aumento na mediana das projeções para a Selic e a inflação doméstica em 2012, embora para 2011 a situação tenha ficado estável.

Piora no cenário externo
Enquanto isso, nos Estados Unidos o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, disse que o governo de Barack Obama e a oposição republicana precisam chegar a um acordo ainda nesta segunda com o intuito de colocar fim ao impasse sobre o limite da dívida pública do país e, assim, evitar o risco de calote, o que poderia provocar um salto da taxa de juros no país e ameaçar, verdadeiramente, a recuperação econômica mundial.

Na Europa, a agência de classificação de risco Moody’s rebaixou nesta manhã os ratings dos títulos em moeda local e em moeda estrangeira gregos, de Caa1 para Ca, atribuindo aos papéis uma perspectiva em desenvolvimento. Esta medida sinaliza que a agencia considera a probabilidade de um calote grego substanciais.

Global 40
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em baixa de 0,14% na noite desta segunda-feira, cotado a 136,31 centavos de dólar.

Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 154 pontos base.

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O que é o risco-País?
Como cada governo que emite papéis no mercado externo em geral tem mais do que um título no mercado, o banco norte-americano JP Morgan decidiu criar um índice que pudesse combinar todos estes papéis e obter um indicador único, que pudesse ser usado como uma medida de risco global.

Com isso, o JP Morgan criou, no final de 1993, o Embi+ (Emerging Markets Bond Index Plus), ou Índice de Bonds de Países Emergentes, que mede o desempenho de uma vasta carteira de países. Todos os países incluídos são emergentes, excluindo aqueles de risco menor, como muitos dos países da Europa, Ásia e América do Norte.

Além deste índice genérico, o banco criou também um índice para cada país, incluindo apenas títulos do país em questão. Com isso, o JP Morgan criou uma medida de risco-país, que, no caso do Brasil, é medido pelo Embi+ Brasil.