Mesmo com Mantega e intervenção do BaCen, dólar segue em queda

Ministro da Fazenda disse que intervenções no câmbio são definitivas e que dólar a R$ 1,80 é um patamar razoável

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SÃO PAULO – O dólar comercial apurou a queda registrada na abertura da sessão, mesmo com as declarações do ministro da Fazenda Guido Mantega de que as medidas para o câmbio “são definitivas”. Por volta das 13h15 (horário de Brasília), a moeda apontava depreciação de 0,34%, cotado a R$ 1,8257.

“O câmbio se tornou atualmente um dos principais componentes, ou instrumentos, de competição entre os países”, disse Mantega, citando mais uma vez o “tsunami monetário” vindo de injeções de liquidez na economia global por parte dos europeus e dos norte-americanos. “Temos tomado medidas frequentes, e continuaremos”, disse Mantega durante anúncio de um novo pacote de estímulos à produção nacional.

Entre as ações já tomadas pelo Governo em relação ao câmbio estão os seguidos aumentos de alíquota do IOF (Impostos sobre Operações Financeiras). A taxa de 6% sobre captações externas foi estendida para operações com vencimento de até cinco anos para limitar a entrada de capital estrangeiro no País.

Nem mesmo leilão reduz perdas
Ainda no início desta tarde o BC realizou um um leilão de compra de dólares no mercado à vista com taxa de corte de R$ 1,8242. Neste momento a moeda diminuiu um pouco as perdas, mas não o suficiente para inverter o sentido.

A moeda também chegou a reduzir a queda durante o anúncio do ministro, mas também não se manteve. Nesta manhã, Mantega cravou mais declarações sobre o que o Governo espera do câmbio. “O patamar de R$ 1,80 é razoável para a indústria”, disse.

Indicadores
Na agenda desta terça-feira, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou a Pesquisa Industrial Mensal: Produção Física – Brasil de fevereiro, que apontou avanço de 1,6% do setor na passagem mensal.

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Nos Estados Unidos, o destaque fica por conta da divulgação da ata da última reunião do Fomc (Federal Open Market Committee). Por lá também o Factory Orders, índice que mede o volume de pedidos feitos à industria como um todo, avançou 1,3% durante o mês de fevereiro, abaixo das expectativas.