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SÃO PAULO – O dólar comercial segue em queda de 0,24%, cotado a R$ 1,660 nesta segunda-feira (28), mesmo após quatro intervenções do Banco Central no mercado de câmbio.
As atuações do BC não conseguiram reverter o viés de baixa do mercado. A autoridade monetária realizou dois leilões a termo, com liquidação prevista para 16 e 23 de março, além de um leilão de swap cambial reverso e um de compra à vista. Essa é a sequência mais expressiva de intervenção do BC, mas mesmo após o “bombardeio”, a moeda norte-americana continuou em queda em relação ao real.
Indicadores norte-americanos
Nos EUA, o Personal Income, que se refere à renda dos norte-americanos, ficou acima das expectativas do mercado, de alta de 0,3%, ao registrar elevação de 1,0%. O resultado superou a evolução registrada em dezembro, de 0,4%.
Já o Personal Spending ficou abaixo das projeções. O indicador que se refere os gastos da população, subiu 0,2% em janeiro, enquanto as expectativas dos analistas eram de alta de 0,4%.
No setor imobiliário, o número de contratos de compra e venda de casas apresentou queda de 2,8% em dezembro, informou a NAR (Associação Nacional de Corretores de Imóveis dos Estados Unidos). O resultado do período foi melhor do que as expectativas, que apontavam queda de 3,2%. Além disso, o resultado ficou acima da variação vista em novembro, quando o Pending Home Sales também apontara queda de 3,2%.
Expectativas
Ademais, o mercado segue na expectativa pela próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que começa na próxima terça-feira (1). Os analistas esperam um aumento de 0,50 ponto percentual na taxa Selic.
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Para a diretora de câmbio da AGK Corretora, Miriam Tavares, o dólar deve continuar oscilando entre R$ 1,66 e R$ 1,68 nos próximos dias. ”Após uma semana com forte aversão a risco nas praças internacionais, os mercados devem se manter ainda tensos com as notícias do Oriente Médio, mas com fôlego para recuperar um pedaço das perdas da semana passada”, avalia.
Dólar futuro na BM&F também opera em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em março está sendo cotado a R$ 1.661, baixa de 0,15% em relação ao fechamento de R$ 1.663 da última sexta-feira. O contrato com vencimento em abril, por sua vez, opera em baixa de 0,27%, atingindo R$ 1.669 frente a R$ 1.673 do fechamento de sexta-feira.