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SÃO PAULO – Em março, os preços dos alimentos e bebidas voltaram a ser destaques de alta, contribuindo para o índice geral da inflação, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). As altas de preços dos itens que formam o grupo comprometeriam a Páscoa, não fosse a queda do dólar, que garante aos consumidores opção para montar a mesa.
Para o economista da empresa especializada em consultoria doméstica Help Assistant, João Baptista Sundfeld, as altas de preços dos alimentos dos últimos meses elevaram em 8% os gastos das famílias com esses itens. “Os impactos foram maiores para as classes A e B. O comércio de alta renda ficou mais caro”, afirma o economista. Ele explica que, embora as classes emergentes estejam consumindo mais, elas ainda mantém um consumo de itens mais básicos, que não foram fortemente atingidos pela inflação.
Como alternativa, o economista indica dois procedimentos que já deveriam fazer parte da vida dos consumidores, com ou sem inflação. “A pesquisa de preço e a lista de produtos são as primeiras coisas a serem feitas por quem quer economizar”, afirma. Em tempos de inflação alta, a pesquisa permite ao consumidor ter noção da variação dos preços e a lista impede gastos exagerados e desperdício. “Muitas vezes, a quantidade é que deixa a compra mais cara”, afirma.
Páscoa de mesa cheia
E para essa Páscoa, com os preços das carnes voltando a acelerar, o consumidor pode garantir o bacalhau. “O bacalhau está com um preço bom e o consumo do item neste ano deve aumentar”, considera Sundfeld. Se, antes, recomendava-se a substituição do item, normalmente caro, agora, é um bom momento de tê-lo à mesa.
O economista realizou uma pesquisa em dez estabelecimentos de São Paulo e constatou uma queda de cerca de 10% no preço do peixe mais cobiçado para a Páscoa. Em média, o preço do quilo das lascas do bacalhau está em R$ 27. O bacalhau inteiro salgado está custando em média R$ 27,17. O filé de bacalhau custa R$ 54,06 e o lombo, R$ 77,80.
Além do peixe, o consumidor pode garantir outros itens importados que podem estar mais baratos agora que o dólar está em queda. “Todo produto importado está mais vantajoso, como vinhos e azeites”, considera o economista.
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Já quem não dispensa o chocolate pode ver a conta do supermercado ficar mais cara. De acordo com o economista, os ovos de Páscoa estão até 10% mais caros neste ano. “Claro que uma vez por ano pode não pesar, mas uma alternativa são as colombas, que são mais em conta”, considera Sundfeld.
O economista também sugere aos consumidores colocarem verduras, legumes e frutas da estação a mesa. “Os consumidores devem sempre priorizar esses produtos de estação, que são mais baratos, devido à grande oferta”, explica. Além de mais saudável, a mesa de Páscoa vai ficar mais barata.