RADAR INFOMONEY Usiminas lucra R$ 1,2 bi: mas por que não empolga tanto? Confira no programa desta sexta

Usiminas lucra R$ 1,2 bi: mas por que não empolga tanto? Confira no programa desta sexta

Comentário Diário

Mesmo com estímulos nos EUA, bolsas registram ligeira queda

País mantém estímulos de US$ 85 bilhões para o próximo ano; investidores mantêm o foco no país, com a divulgação de diversos dados

SÃO PAULO – O novo programa de estímulos nos EUA continua a ressoar no pregão desta quinta-feira (13). Os principais índices europeus chegaram a abrir o dia com ligeira alta, mas muitos deles perdem força e já mostram perdas.

Os principais índices de Itália e Espanha ainda se sustentam no positivo, mas na Alemanha, França e Reino Unido o pregão é negativo. Nos EUA os contratos futuros sobre índices de ações também mostram ligeira queda. Na Ásia o destaque fica com o Japão, onde o índice Nikkei 225 marcou forte alta e fechou em sua máxima desde abril. 

Na véspera, quando o pregão brasileiro ainda estava em curso, o Federal Reserve, autoridade monetária dos EUA, revelou que continuará a comprar papéis lastreados em hipotecas. A Operação Twist – venda de papéis de curto prazo para a compra de títulos de longo prazo – chegará ao fim deste ano, mas o Fed anunciou um outro programa, desta vez de compra de títulos de longo prazo. Assim, os estímulos mensais à economia no valor de US$ 85 bilhões estão mantidos.

Entertanto, o presidente do Fed, Ben Bernanke, alertou que esses estímulos não serão suficientes para remediar os efeitos de um abismo fiscal – se o Congresso não chegar a um acordo sobre medidas de redução do déficit público, cortes de gastos e aumento de impostos automáticos vigorarão no início do próximo ano, provavelmete levando o país à recessão. 

Outra novidade na reunião de quarta-feira foi condicionar as baixas taxas de juros a uma taxa de desemprego acima de 6,5%, desde que a inflação projetada para um a dois anos não ultrapasse os 2,5%. Antes, os juros continuariam baixos até meados de 2015, segundo a autoridade monetária.

Se os EUA dominaram as atenções do último pregão, neste não deverá ser diferente. Às 11h30 o país divulgará uma série de indicadores econômicos que podem alterar o rumo das bolsas: pedidos de auxílio-desemprego na semana, vendas no varejo e preços aos produtores. Logo depois, às 13h30, o país mostrará os niveis de estoques das empresas.

Europa é marcada por reuniões
Na Europa, o dia é marcada por mais uma reunião. Desta vez os ministros de finanças da zona do euro se encontrarão para decidir se irão liberar a próxima parcela de ajuda à Grécia. Nesta semana o país não conseguiu recomprar todos os títulos que havia proposto – os gregos reservaram € 10 bilhões a esse processo, mas, com um preço por papel acima do esperado, o custo chegou a € 11,3 bilhões.

Nesta manhã foi revelado que os ministros da União Europeia concordaram em colocar o BCE (Banco Central Europeu) como responsável por todos os bancos, o que é visto pela imprensa internacional como um passo para que a autoridade monetária da região possa recapitalizar os bancos diretamente.

Os líderes da União Europeia também se reúnem nesta quinta-feira em Bruxelas para debater sobre economia e união monetária. O encontro entre eles terá continuidade na sexta-feira.

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No Brasil, atenção para os frigoríficos
Por aqui, os frigorígicos continuam enfrentando tempos difíceis. Depois do Japão suspender a importação de carne bovina do Brasil, na última noite foi a vez da África do Sul também interromper as compras. O problema vem depois do anúncio de que uma fêmea bovina morreu em 2010 com um agente causador do mal da vaca louca.