Mesmo com esforços do Banco Central, dólar comercial tem nova alta

Autoridade monetária realizou mais leilões de swap e aliviou a disparada do início do dia; mas pessimismo predominou

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SÃO PAULO – Em sessão marcada pelo pessimismo entre os investidores e perdas generalizadas, o dólar comercial fechou em alta novamente, encerrando esta sexta-feira (24) 1,39% acima do fechamento da véspera.

Dando continuidade à estratégia adotada ao longo das últimas semanas, o Banco Central realizou mais um leilão de contratos de swap cambial tradicional. A operação absorveu parcialmente os lotes ofertados e teve um valor nocional total de aproximadamente US$ 2,5 bilhões.

Além disso, mais um leilão de dólares à vista ocorreu, na tentativa de equilibrar o câmbio, que oscilou com as perdas da Bolsa. Na última quinta-feira, a autoridade interveio, derrubando a cotação da moeda norte-americana.

O pessimismo, porém, foi predominante na sessão. Tanto é que o dólar se valorizou frente às principais divisas de referência global, como euro, libra esterlina e franco suíço, além do dia ter sido de perdas generalizadas.

Os motivos

Se antes o foco era só nos EUA, nesta sexta-feira a Europa foi o centro das preocupações. O governo britânico informou que sua economia, uma das maiores do continente, havia recuado 0,5% no terceiro trimestre deste ano. O PIB (Produto Interno Bruto) não registrava uma variação negativa desde 1992, o que aumentou o pessimismo em relação a uma recessão.

A Dinamarca também não sai impune da crise e sua autoridade monetária, em medida emergencial, elevou a taxa de juro básica da região em meio ponto percentual para 5,5% ao ano, de forma a conter as pressões sobre a sua moeda, o kroner. A instituição afirmou também que pode realizar novos aumentos nos próximos dias.

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No cenário corporativo, a Samsung revelou que, entre julho e setembro de 2008, obteve um lucro líquido de US$ 870,5 milhões, valor 44% menor do que o registrado no mesmo período do ano passado.

Além disso, a Toyota, segunda maior montadora mundial, a Peugeot, segunda maior da Europa, e a Volvo reduziram suas estimativas de lucro para o ano de 2008, afirmando que a queda das vendas e o ambiente de negócios desfavorável prejudicaram seus resultados.

Confira as cotações

O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,3260 na compra e R$ 2,3280 na venda, forte alta de 1,39% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$ 2,3000, representando um deságio de 1,12% em relação ao dólar comercial.

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Com esta alta, o dólar acumula valorização de 22,14% em outubro, frente à alta de 16,67% registrada no mês passado. No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 31,08%.

Dólar futuro na BM&F também fechou em alta

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em novembro encerrou o dia cotado a R$ 2.318, alta em relação ao fechamento de R$ 2.308 da última quinta-feira. O contrato com vencimento em dezembro, por sua vez, fechou em alta, atingindo R$ 2.340 frente à R$ 2.330 do fechamento de ontem.

O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 2,3270000.

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Curva de FRA de cupom cambial

O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 8,20% para dezembro de 2008, 1,40 ponto percentual acima do fechamento anterior.