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SÃO PAULO – Mesmo com o clima instável no mercado brasileiro e com as duas compras de dólares anunciadas pelo Banco Central, o dólar comercial não conseguiu se manter no campo positivo e fechou esta quinta-feira (15) com leve queda de 0,17%, cotado a R$ 1,804 na venda. Os investidores avaliaram os dados positivos da economia norte-americana e a ata do Copom (Comitê de Política Monetária), bem como o noticiário agitado sobre os ratings europeus.
Após a moeda norte-americana cair cerca de 0,5% durante a manhã, o BaCen resolveu intervir no câmbio com um leilão de compra de dólares no mercado à vista. A operação ocorreu por volta das 12h10 (horário de Brasília) e teve taxa de corte de R$ 1,8057. Embora ela tenha até virado para o campo positivo após o leilão, a moeda voltou a cair na parte da tarde, levando a autoridade monetária a realizar outro leilão por volta das 15h35, com taxa de corte de R$ 1,8046. O dólar voltou a subir, mas nos instantes finais de negociação ele cedeu para desvalorização.
Ainda no front doméstico, a ata do Copom (Comitê de Política Monetária) “atribuiu elevada probabilidade à concretização de um cenário que contempla a taxa Selic se deslocando para patamares ligeiramente acima dos mínimos históricos, e nesses patamares se estabilizando”. Vale mencionar que uma taxa de juro mais baixa diminui a atratividade da renda fixa brasileira, inibindo a entrada de investimentos estrangeiros no País e, consequentemente, deixando o dólar apreciado frente ao real.
Referências internacionais
A quinta-feira foi bastante movimentada no noticiário internacional. Na Europa, o FMI (Fundo Monetário Internacional) aprovou o pacote de ajuda no valor de € 28 bilhões à Grécia. Após o anúncio, Standard & Poor’s anunciou que manteve o rating grego em default seletivo. A mesma agência de classificação de risco colocou a nota da Ucrânia em perspectiva negativa, após o país não ter chego a um acordo com o Fundo.
Nos EUA, o dia foi agitado na pauta econômica. Destaque para o Initial Claims, mostrando um total de novos pedidos de auxílio-desemprego menor que o esperado na última semana. Já o Treasury International Capital mostrou que a demanda estrangeira por títulos norte-americanos passou de US$ 19,1 bilhões para US$ 101,0 bilhões entre dezembro e janeiro.
Ainda por lá, o índice de preços ao produtor daquele país demonstrou um avanço de 0,4% durante o mês de fevereiro, inferior ao consenso do portal norte-americano Briefing, de alta em 0,5%. Do mesmo modo, o indicador da atividade industrial na região de Nova York superou as expectativas em março, de 15 pontos positivos, ao marcar 20,2 pontos. Por sua vez, o índice que mede a atividade industrial na região norte-americana da Filadélfia veio exatamente em linha com a mediana das projeções de mercado.
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Dólar comercial e futuro
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,8020 na compra e R$ 1,8040 na venda, baixa de 0,17% em relação ao fechamento anterior. Apesar desta queda, o dólar acumula valorização de 4,88% em março, frente à baixa de 1,55% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 3,45%.
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em abril segue o dia cotado a R$ 1,810, baixa em relação ao fechamento de R$ 1,816 da última quarta-feira. O contrato com vencimento em maio, por sua vez, opera em baixa, atingindo R$ 1,822 frente à cotação de R$ 1,830 do fechamento anterior.
Já o dólar Ptax, que referencia os contratos futuros na BM&F Bovespa, fechou cotado a R$ 1,8006 na venda, baixa de 0,77%.
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Dólar pronto e FRA de cupom cambial
O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,8054000.
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, opera a 0,44 para maio de 2012.