Mesmo com decepção com EUA, Ibovespa segue em alta e encosta nos 69 mil pontos

Índice caminha para renovar máxima novamente, em sessão sem tendência nos mercados; Eletrobrás lidera altas

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SÃO PAULO – A divulgação de dados abaixo do esperado da economia norte-americana diminuiu os ânimos dos investidores e amenizou os ganhos dos principais mercados de renda variável nesta quinta-feira (3). Enquanto os índices em Wall Street apresentam sinais opostos, próximos da estabilidade, o Ibovespa se mantém em alta de 0,31%, a 68.827 pontos – novo recorde de pontos no ano.

Noticiário

O grande destaque do noticiário fica por conta das autoridades monetárias da Europa e dos EUA. O BCE (Banco Central Europeu) manteve a taxa básica de juro do continente em 1,00% ao ano, em decisão já prevista pelo mercado.

O Fed, por sua vez, realiza pela primeira vez uma operação “repo” a fim de testar uma eventual retirada dos estímulos monetários concedidos. Além disso, o presidente do Fed, Ben Bernanke, defendeu no Comitê Bancário do Senado norte-americano as medidas de combate à crise econômica aplicadas pelo banco central do país, afirmando que o Federal Reserve deve-se manter independente e ter poderes suficientes para manobrar políticas anticíclicas. O chairman disse ainda que não vê a formação de bolha nos ativos norte-americanos.

No plano corporativo, o Bank of America Merrill Lynch vai devolver ao governo dos EUA os US$ 45 bilhões recebidos em empréstimos do programa Tarp (Troubled Asset Relief Program), ao comprar 1,8 milhão de ações preferenciais detidas pelo Estado. As ações do banco sobem 3% em Wall Street.

Bolsa

As ações da Eletrobrás seguem liderando os ganhos do Ibovespa pela terceira sessão consecutiva, ainda refletindo, em parte, a elevação de recomendação pelo Goldman Sachs. Os ativos da Fibria – que teve sua recomendação elevada nesta quinta-feira pelo Credit Suisse para “outperform” – também fazem boa sessão.

Por outro lado, as ações da NET e Duratex estão entre as maiores quedas do Ibovespa nesta tarde. Os ativos da Transmissão Paulista também recuam na sessão, após o governo do Estado de São Paulo anunciar que pretende abrir licitação para a venda das participações societárias que mantém direta ou indiretamente em empresas privadas – o que inclui a Transmissão Paulista, na qual o governo detém 7,69% do capital.

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Entre os destaques de alta estão os papéis
Eletrobras PNB (ELET6, +5,20%),
Eletrobras ON (ELET3, +4,70%),
Celesc PNB N2 (CLSC6, +2,89%),
Gafisa ON (GFSA3, +2,25%) e Fibria ON (FIBR3, +2,18%).
Por outro lado, as ações
Net PN N2 (NETC4, -3,53%),
Redecard ON (RDCD3, -2,58%),
Duratex ON (DTEX3, -2,47%),
Klabin PN (KLBN4, -1,79%) e Trans Paulista PN (TRPL4, -1,51%).
encerraram a manhã em queda.

Os maiores volumes ficaram com
Petrobras PN (PETR4, R$ 367,94 milhões), Vale PNA (VALE5, R$ 327,04 milhões), Gerdau PN (GGBR4, R$ 176,66 milhões), Vale ON (VALE3, R$ 138,88 milhões) e Petrobras ON (PETR3, R$ 112,37 milhões).

As petrolíferas voltam a figurar dentre os principais destaques do noticiário. A Petrobras anunciou a assinatura de cinco contratos no valor de R$ 8,9 bilhões para a construção de refinaria em Pernambuco, enquanto a OGX Petróleo anunciou descoberta da presença de hidrocarbonetos em bloco localizado na parte sul da Bacia de Campos, cuja participação é de 100% da companhia.

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Entre as small caps, destaque para as ações da Renar Maçãs, que operam em forte alta após a empresa anunciar a aquisição dos ativos da Pomifrai, criando uma das maiores companhias do segmento no Brasil.

Agenda

O Initial Claims registrou o menor volume de pedidos por auxílio-desemprego em mais de um ano, mas é ofuscado pelos números do ISM Services. O indicador registrou uma queda inesperada no setor de serviços em novembro, ao passo que a produtividade da mão-de-obra mostrou alta menor que a prevista.

Dólar

O dólar opera em queda de 0,81%, sendo negociado a R$ 1,709. Pressionada por um clima favorável, a moeda norte-americana mantém a mesma tendência de desvalorização já observada durante a manhã.