Mesmo com clima adverso nas bolsas, risco-País fecha em queda de dois pontos

Sentimento dos investidores fica dividido na sessão entre o noticiário econômico dos EUA e Europa e cenário corporativo

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SÃO PAULO – Apesar do clima adverso nas bolsas internacionais, o indicador de risco-País encerrou a sessão desta segunda-feira (23) em baixa de dois pontos-base, atingindo 202 pontos. O sentimento dos investidores ficou dividido na sessão entre o noticiário econômico e corporativo.  

Na agenda dos EUA, a atividade industrial norte-americana mostrou leves sinais de melhora. O National Activity Index avançou em julho, passando dos 0,7 pontos negativos em junho para a estabilidade neste mês, de acordo com pesquisa divulgada pelo Federal Reserve de Chicago.

Já na Europa, dados abaixo do esperado trouxeram pessimismo quanto à recuperação econômica mundial. O indicador composto da Markit Economics sobre as indústrias de serviços e manufatura recuou para 56,1 pontos em agosto, enquanto os analistas previam 56,3 pontos.

Por fim, destaque para o discurso de Thomas Hoenig, membro do Fomc (Federal Open Market Committee) e presidente do Fed de Kansas City, que afirmou que os bancos pequenos ainda correm riscos, mesmo com a nova regulação do sistema financeiro.

Global 40
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em baixa de 0,14% na noite desta segunda-feira, cotado a 138,55 centavos de dólar.

Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 202 pontos-base.

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Confira abaixo as cotações dos principais ativos da dívida externa brasileira:

 Ativo Último Fech. Anterior Var %
 Global 40 138,55 138,75 -0,14

O que é o risco-País?
Como cada governo que emite papéis no mercado externo em geral tem mais do que um título no mercado, o banco norte-americano JP Morgan decidiu criar um índice que pudesse combinar todos estes papéis e obter um indicador único, que pudesse ser usado como uma medida de risco global.

Com isso, o JP Morgan criou, no final de 1993, o Embi+ (Emerging Markets Bond Index Plus), ou Índice de Bonds de Países Emergentes, que mede o desempenho de uma vasta carteira de países. Todos os países incluídos são emergentes, excluindo aqueles de risco menor, como muitos dos países da Europa, Ásia e América do Norte.

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Além deste índice genérico, o banco criou também um índice para cada país, incluindo apenas títulos do país em questão. Com isso, o JP Morgan criou uma medida de risco-país, que, no caso do Brasil, é medido pelo Embi+ Brasil.