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SÃO PAULO – O preço da cesta básica na cidade de São Paulo apresentou baixa de 1,75% em dezembro, na comparação com o mês anterior, e agora está em R$ 182,05. Mesmo com o recuo, a capital paulista mantém a segunda posição do ranking das cestas mais caras do País, posto que recuperou em outubro.
Porto Alegre segue na primeira posição, com a cesta básica custando R$ 186,23.
Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional da Cesta Básica – realizada em 16 capitais brasileiras -, divulgada pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos) nesta terça-feira (09).
Seis itens da cesta ficaram mais baratos
Dos 13 produtos que compõem a cesta, seis registraram queda em dezembro: tomate (-10,36%), batata (-8,13%), banana nanica (-3,99%), carne bovina de primeira (1,46%), açúcar refinado (-1,32%) e feijão carioquinha (-0,78%).
Já o óleo de soja (9,47%), farinha de trigo (5,08%), arroz agulhinha tipo 1 (3,45%), café em pó (1,66%), pão francês (1,41%) e manteiga (0,94%) ficaram mais caros, enquanto os preços do leite in natura tipo C permaneceram estáveis.
Avaliação anual
Oito produtos apresentaram alta no mês de dezembro, em comparação com igual período de 2005, em São Paulo: manteiga (0,68%), carne (3,63%), pão (3,93%), farinha de trigo (6,44%), açúcar (14,50%), óleo de soja (15,56%), arroz (17,19%) e banana (20,10%).
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Na contramão dessa tendência, batata (-39,25%), tomate (-18,11%), café (-7,03%) e feijão (-0,78%) registraram queda. Os preços do leite ficaram estáveis no período.
Comprometimento da renda
O custo médio da cesta básica em dezembro tomou 56,32% do salário mínimo líquido do trabalhador, já deduzida a quantia recolhida à Previdência Social, frente aos 57,33% de novembro.
No último mês do ano, o trabalhador teve de cumprir uma jornada de 114 horas e 26 minutos, menor que a exigida em novembro (116 horas e 28 minutos), para adquirir os 13 produtos da cesta básica. No mesmo sentido, a jornada é consideravelmente menor que a necessária em dezembro do ano passado, de 134 horas e 31 minutos, quando a compra dos produtos alimentícios básicos demandava 66,21% do salário.