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SÃO PAULO – Perdendo forças durante a sessão, o dólar comercial voltou a se depreciar, terminando esta quinta-feira (1) com queda de 0,47%, cotado a R$ 1,712 na venda, refletindo otimismo com a situação europeia. Temeroso de uma queda excessiva, o governo estendeu de dois para três anos a alíquota do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) de 6% cobrada sobre os empréstimos externos, para conter a entrada de dólares no País.
Essa medida pode ter sido apenas a primeira de muitas outras medidas, já que o ministro da Fazenda Guido Mantega sinalizou a possibilidade de mais medidas para conter a depreciação do real. Contudo, o ministro deixou claro que não deverá aumentar tributos sobre investimentos no mercado de capitais. A extensão do IOF, de acordo com Mantega, desestimula a entrada de capital estrangeiro de curto prazo. Embora não tenha uma projeção “ideal” para o dólar, Mantega afirmou que uma taxa de câmbio na região dos R$ 1,80 seria bem melhor do que os R$ 1,50.
Além disso, ele sinalizou que o País deve continuar a elevar suas reservas internacionais. Nesta sessão Banco Central realizou dois leilões de compra de dólares no mercado cambial à vista. A primeira operação ocorreu entre as 12h28 (horário de Brasília) e às 12h33 e teve uma taxa de corte aceita em R$ 1,7129, enquanto a segunda teve início as 15h30 e término às 15h40, contando com uma taxa de corte de R$ 1,7126.
Agenda de indicadores
Na agenda doméstica desta quinta-feira, a FGV (Fundação Getulio Vargas) divulgou o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) referente à última semana de fevereiro, que apontou inflação de 0,24%. Ainda por aqui, o Ministério de Comércio Exterior reportou a balança comercial, mostrando um superávit de US$ 1,715 bilhão em fevereiro.
Nos Estados Unidos, o Personal Income, o Personal Spending, o ISM Index e o Construction Spending desapontaram as estimativas do mercado, enquanto o PCE (Personal Consumption Expenditures), esteve em linha com as estimativas. Ainda por lá, destaque também para o Initial Claims, que registrou 351 mil pedidos de auxílio-desemprego, abaixo dos 355 mil esperados pelo mercado.
Dólar comercial, futuro e ptax
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,7105 na compra e R$ 1,7120 na venda, baixa de 0,47% em relação ao fechamento anterior.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 8,38%.
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em abril segue o dia cotado a R$ 1,725, baixa de 0,38% em relação ao fechamento de R$ 1,732 da última quarta-feira. O contrato com vencimento em maio, por sua vez, fechou em forte alta de 1,61%, atingindo R$ 1,737 frente à R$ 1,709 do fechamento de quarta-feira.
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Já o dólar Ptax, que referencia os contratos futuros na BM&F Bovespa, fechou cotado a R$ 1,7152 na venda, alta de 0,35%.
O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,7113.
FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, opera a 0,84 para maio de 2012.