Mesmo com alta no preço, consumo de GNV cresce 11% em 2007

O metro cúbico ficou 8% mais caro, tomando como base 2006. Sete milhões de metros cúbicos foram vendidos por dia

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SÃO PAULO – Apesar do encarecimento de 8% do metro cúbico em 2007, o consumo de GNV (gás natural veicular) foi o que mais cresceu dentre os usos do combustível – residencial, industrial, comercial, etc – no ano passado, atingindo alta de 11,27%. Conforme a Abegás (Associação Brasileira das Empresas de Gás Canalizado), foram sete milhões de metros cúbicos por dia, contra 6,3 milhões de metros cúbicos diários registrados em 2006.

“Mesmo com a ameaça de crise no suprimento, de notícias desestimulantes vindas de algumas autoridades do Governo e de aumentos praticados pela Petrobras, o setor deu mostra de vitalidade e de vocação para o crescimento”, informou a entidade no documento de divulgação do estudo.

Preço e conversão

De acordo com a ANP (Agência Nacional de Petróleo), o metro cúbico do gás foi de R$ 1,257 para R$ 1,358 entre janeiro e dezembro de 2007. O motivo foram reajustes em tarifas praticados ao combustível de origem boliviana e brasileira. Já na prévia de janeiro, tomando como base dezembro, o produto está aproximadamente 3,5% mais caro.

Apesar do avanço no consumo, a conversão de carros caiu 31% entre 2006 e 2007, conforme levantamento do IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo). Em números, foram 187.040 adequações no ano passado contra 272.610 registradas no ano retrasado. Apenas a título comparativo, em 2005, foram registrados 216.336 procedimentos do tipo. O serviço custa cerca de R$ 3 mil.

Volume geral

Conforme a Abegás, de maneira geral, o volume de gás comercializado no ano de 2007 atingiu a média diária de consumo de 41,2 milhões de metros cúbicos, retração de 1,26% se comparado com a média do ano de 2006. Ao principal consumidor de gás, o setor industrial, houve avanço de 4,45%.

“As vendas de gás natural sofreram interferências externas ao longo do ano. Em outubro, a Petrobras reduziu o fornecimento de gás para algumas companhias da região Sudeste, visando atender ao termo de compromisso assinado com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), pelo qual a empresa se comprometeu de acordo com um cronograma, a ampliar o fornecimento de gás a 22 usinas termelétricas”.

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O motivo foi a estiagem, que resultou em menor geração de eletricidade por parte das hidrelétricas.

Entenda

No dia 31 de outubro, a Petrobras reduziu em 17% o volume do gás natural fornecido a duas distribuidoras do Rio de Janeiro e uma de São Paulo – cidades que formam o maior mercado consumidor brasileiro.

A situação no estado fluminense foi normalizada no mesmo dia, após a Justiça obrigar o fornecimento por meio de liminar. Antes disso, contudo, postos de combustível ficaram por horas sem receber o produto.

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Especificamente em São Paulo, a distribuidora Comgás (Companhia de Gás de São Paulo) “manteve entendimentos com a Petrobras, primando pelo espírito de parceria e cooperação com seu principal fornecedor, mas sempre buscando preservar os interesses de seus clientes, investidores e fornecedores”.