Mesmo com alta de 0,12% no dia, dólar encerra mês de março com queda de 1,92%

Formação da Ptax e leilões do BC influenciam a moeda norte-americana; em 2011, divisa acumula desvalorização de 2,11%

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SÃO PAULO – Depois de abrir a sessão em baixa, renovando a mínima de agosto de 2008, o dólar comercial encerrou a quinta-feira (31) em alta de 0,12%, cotado a R$ 1,631 na venda, na véspera da formação da taxa Ptax, referência para o vencimento dos contratos futuros da moeda negociados na BM&F. 

Com isso, a moeda terminou o mês de março com desvalorização de 1,92%, a maior variação percentual negativa vista neste ano. Em 2011, a divisa registra queda de 2,11%. Este é o terceiro trimestre seguido de queda da divisa. 

Leilões
Assim como na última sessão, o dólar seguiu entre o ajuste de posições dos investidores em função do vencimento dos contratos futuros e as intervenções do Banco Central, que, como na quarta-feira (30), realizou quatro leilões de compra.

A autoridade monetária realizou três leilões no mercado à vista. Na primeira operação a taxa de corte ficou em R$ 1,6262, enquanto na segunda ficou em R$ 1,6285 – ambas foram realizadas pela manhã. A terceira intervenção, realizada entre 15h33 e 15h38, contou com taxa de R$ 1,630.

O BC também anunciou um leilão de swap cambial reverso, ofertando 30 mil contratos igualmente distribuídos entre 1º de junho de 2011, 3 de outubro de 2011 e 2 de abril de 2012, mas o mercado demandou apenas 22% destes contratos, movimentando US$ 325,8 milhões.

Dados econômicos nacionais e internacionais
Por aqui, o Banco Central publicou pela manhã a Nota de Política Fiscal. O superávit primário do setor público alcançou R$ 7,9 bilhões em fevereiro, o melhor resultado para o mês desde o início da série, em 2001. No ano, o resultado primário atingiu R$ 25,7 bilhões (4,22% do PIB), crescimento de 0,7 p.p. do PIB em relação ao mesmo período do ano passado.

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Nos EUA, há grande expectativa pelo Relatório de Emprego referente ao mês de março, que será divulgado na sexta-feira (1). Os analistas aguardam a criação de 185 mil vagas de trabalho. Ademais, os investidores também recebem os dados da atividade manufatureira na região de Chicago e os novos pedidos por bens manufaturados nos Estados Unidos, além dos pedidos por auxílio-desemprego em passagem semanal.

Dólar futuro na BM&F
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em abril encerrou cotado a R$ 1,628, baixa de 0,34%. O contrato com vencimento em maio, por sua vez, fechou em baixa de 0,24%.

O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,631, estável frente ao último fechamento.

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FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 2,80 para maio de 2011, 0,17 ponto percentual acima ao que foi registrado na sessão anterior.