RADAR INFOMONEY A expansão da JBS, de olho em carne vegetal, é assunto do programa desta segunda-feira; assista

A expansão da JBS, de olho em carne vegetal, é assunto do programa desta segunda-feira; assista

Economia

Mesmo com acordo fiscal, economia dos EUA pode congelar em 2013, diz Pimco

Crescimento robusto está longe de estar garantido para os Estados Unidos nos próximos anos, avalia

arrow_forwardMais sobre

SÃO PAULO – Mesmo se Washington chegar a um acordo sobre o abismo fiscal nos Estados Unidos, o crescimento econômico no próximo ano está longe de estar garantido, disse Mohamed El-Erian, CEO (Chief Executive Officer) da Pimco, a maior gestora de renda fixa do mundo, em entrevista à rede norte-americana CNBC.

Com o Congresso e Casa Branca lutando para encontrar um jeito para evitar que mais do que US$ 600 bilhões em cortes de gastos no orçamento e aumento de impostos entrem em vigor no início do ano que vem, El-Erian disse que os Estados Unidos ainda vão enfrentar um período prolongado de crescimento lento. 

“Se nós evitarmos o fiscal cliff, então ainda estaremos lutando para um crescimento de 1,5% a 2% nos próximos anos”, comentou.

Ele, contudo, acredita que um acordo será alcançado até o Natal, embora aponte que os líderes devam evitar que detalhes apareçam muito cedo. 

“O acordo é importante, porque sem ele a economia entrará em recessão, e essa é a última coisa que precisamos”, disse. 

Os líderes norte-americanos, por sua vez, estão deslizando em suas diferenças para entrar num acordo. O “plano B” dos republicanos não passou do primeiro dia e a Casa Branca já rejeitou a proposta anunciada pelo presidente da Câmara dos Estados Unidos, John Boehner, nesta terça-feira (18).

A proposta de Boehner encontrou uma represália imediata do líder democrata do Senado, Harry Reid, que disse que isso não pode passar pelo Congresso. O projeto de lei que Boehner está preparando visa aumentar o imposto para os cidadãos com renda acima de US$ 1 milhão.