Mesmo com a ameaça de menor produção da Opep, o petróleo terminou em queda

O mercado segue confiante sobre a suficiência dos estoques norte-americanos, com reservas no maior nível em 6 anos

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SÃO PAULO – Mesmo com a ameaça da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) de reduzir a produção da commodity, caso os estoques cresçam muito rapidamente, o preço do petróleo no mercado internacional voltou a fechar em queda nessa quinta-feira, regido por boas perspectivas.

O mercado segue confiante sobre a suficiência dos estoques norte-americanos. Os dados da última quarta-feira mostraram que as reservas do país estão no maior nível em 6 anos, quando o barril era vendido a US$ 30 em nova York.

Opep pode reduzir a oferta

Entretanto, a declaração do presidente da Opep conteve a queda. Neste sentido, o Sheikh Ahmad al-Fahd al-Sabah alertou que, se os estoques continuarem crescendo muito rapidamente, o cartel pode decidir reduzir a produção, para evitar uma forte queda dos preços.

No entanto, a autoridade afirmou que uma decisão só deve ser tomada no dia 15 de junho, data na qual os membros da organização se reúnem para discutir o nível de produção e avaliar os efeitos sobre os preços.

Barril fecha abaixo de US$ 47 em Nova York

A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 47,86
no pregão desta quinta-feira, baixa de 0,60% em relação ao último fechamento.

Com o desempenho negativo da sessão, o petróleo acumula forte baixa de 5,23% neste mês de maio.

Por sua vez, a variação no ano ficou positiva em 18,55%, já que a
commodity encerrou o ano passado cotada a US$
40,37 por barril em Londres.
O contrato com vencimento em junho de 2005, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, fechou cotado a US$ 46,85 por barril, configurando uma baixa de 0,85% frente ao fechamento anterior.