Mesmo após aumento no teto da dívida, bolsas dos EUA caem mais de 2%

Índices recuam refletindo temor dos investidores sobre possibilidades de rebaixamento do rating do país; bancos cedem

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SÃO PAULO – Os principais índices acionários norte-americanos fecharam a sessão desta terça-feira (2) com recuos superiores a 2%. Esta é a oitava sessão de quedas dos índices, refletindo a turbulência do mercado, que teme pela fragilidade da recuperação da economia norte-americana e, por conta disso, do possível rebaixamento do rating do país.

Diante disso, o índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, fechou em baixa de 2,75% a 2.669 pontos, acumulando no ano alta de 0,62%. O S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, encerrou o pregão em desvalorização de 2,56% atingindo 1.254 pontos e caindo 0,29% no ano, enquanto o Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, apresentou queda de 2,19% chegando a 11.867 pontos e acumulando no ano alta de 2,50%.

Bancos recuam
As ações do Barclays desvalorizaram 2,30% depois que o banco afirmou que os lucros da companhia caíram um terço. A companhia acrescentou que está cortando cerca de 3.000 empregos este ano. Na véspera, o HSBC (-0,72%) também anunciou o corte de até 30 mil empregos em todo o mundo. Outras companhias do setor financeiro, como Citigroup (-3,74%), JPMorgan (-1,58%) e Bank of America merril Lynch (-3,26%) também fecharam no vermelho.

Balanços corporativos
Refletindo os resultados trimestrais divulgados no pregão, as ações da Pfizer (-4,58%) recuaram após a companhia informar que o seu lucro e vendas vieram menores que as expectativas devido à concorrência com os genéricos. Enquanto isso, os ativos da Archer Daniels Midland (-6,17%) desvalorizaram após a companhia afirmar que os ganhos diminuíram devido à forte alta em despesas de imposto de renda. 

Por fim, os papéis da Coach registraram forte queda de 6,52%, depois de a fabricante afirmar que as suas margens diminuíram, por conta do aumento dos custos com mão de obra.

Auto Sales
As montadoras publicaram nesta terça-feira o balanço das vendas registradas no mês de julho de 2011. Entre os resultados apresentados, a GM (-3,63%) anunciou que as  suas vendas subiram 7,8%, valor inferior às expectativas dos analistas, que eram de +9,9%. A companhia vendeu 214.915 veículos este ano, contra 199.432 em julho de 2010.

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Enquanto isso, a Toyota Motor (-0,59%)  registrou seu primeiro prejuízo em dois anos. Segundo a montadora, os terremotos do Japão interferiram na produção e o aumento do iene atingiu a rentabilidade das exportações. A montadora japonesa vendeu 130.802 veículos no mês passado, contra 169.224 vendidos no mesmo período do ano anterior.  

Ainda entre as companhias que divulgaram seus resultados, a Ford (-4,05%) afirmou que as suas vendas de veículos aumentaram 8,9%. A montadora afirmou que vendeu 180.865 veículos este ano em comparação com 166.092 veículos no ano passado. 

Ameaça da corte de rating mantém apreensão 
Na noite da última segunda-feira (1)  os deputados aprovaram na Câmara o projeto que permite o aumento do teto da dívida soberana dos Estados Unidos por 269 votos a 161. Já nesta sessão, a proposta foi aprovada pelo Senado, dando fim às etapas da negociação. No entanto, apesar da aprovação, as agências de classificação de risco S&P, Moody’s e Fitch ainda consideram a possibilidade de cortar o rating do país, fato que mantem o mercado temeroso sobre os rumos da economia no país.

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Nesta sessão, agência de classificação de risco Fitch afirmou em relatório que o risco de default da principal economia do mundo “permanece extremamente baixo”, contudo, essa movimentação do governo foi apenas um importante primeiro passo para evitar o corte do rating do país.

Agenda econômica 
Dando mais ênfase às incertezas sobre o desempenho da economia norte-americana, os dados da véspera do Institute for Suply Management (ISM) mostraram que a produção industrial norte-americana caiu em julho, ao pior nível em 24 meses.

Enquanto isso, o núcleo do índice de preços PCE (Personal Consumption Expenditures) registrou alta de 0,1% no mês de junho, não superando a estimativa de 0,2% do mercado. Por sua vez, no período analisado, o Personal Income, que se refere à renda dos norte-americanos, ficou em linha com as expectativas do mercado, ao registrar elevação de 0,1%. Já o Personal Spending, ficou abaixo das projeções. 

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Confira o desempenho dos principais índices acionários norte-americanos:

% Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
 Dow Jones -2,19 11.867 -5,69 +2,50 
 S&P 500 -2,56 1.254 -6,39 -0,29 
 Nasdaq -2,75 2.669 -5,21 +0,62