Merrill Lynch reitera recomendação de compra para os ADRs da Vivo

Preço-alvo é de US$ 22 por ADR; receita média por usuário está sob pressão no curto prazo, mas não impede compra

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SÃO PAULO – Após reunião com a empresa, o Bank of America Merrill Lynch reiterou em relatório a recomendação de “buy” (compra) para os ADRs (American Depositary Receipt) da Vivo (VIVO3, VIVO4), com preço-alvo de US$ 22 cada um.

Os analistas avaliam que a competição permanece acirrada e a receita média por usuário ainda está sob pressão no curto prazo, graças à economia mais fraca. Ainda assim, o banco considera a Vivo uma opção melhor que a suas concorrentes.

Mesmo com o enfraquecimento da economia, os analistas esperam que a empresa de telefonia apresente receita média por usuário entre R$ 26 e R$ 27 no segundo trimestre de 2009. Além disso, eles acreditam que a Vivo deve reportar perdas no período, semelhante às da mesma época de 2008. Para 2010, a corretora espera crescimento de 5% da receita e de 8% do Ebitda – geração operacional de caixa.

Margens

“Apesar de nossa margem oficial esperada para o segundo trimestre de 2009 ser de 26%, nós vemos um upside potencial nesse número e não ficaríamos tão surpresos se a margem Ebitda viesse por volta de 28% ou 29%”, dizem os analistas.

Eles avaliam que a Vivo focou na retenção dos clientes e que as promoções foram sazonais no período e menos agressivas que as do último ano.

Vivo x Tim

O banco ressalta que a Vivo não foi afetada quanto a sua “habilidade para competir”, ainda que a Tim tenha sido bem administrada com relação à perda de sua participação no mercado e tenha, inclusive, ganhado espaço nele.

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Os especialistas, contudo, advertem que a Vivo deve colocar pressão nas margens, caso os clientes migrem para a Tim. “Este é o maior risco competitivo para os ADRs da Vivo”, enfatizam eles.