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SÃO PAULO – A Pesquisa com Gestores de Fundos de dezembro, publicada pelo banco de investimentos norte-americano Merrill Lynch nesta terça-feira, trouxe perspectivas positivas para a economia mundial no próximo ano. Menos preocupados com o impacto dos preços do petróleo, os entrevistados se mostraram otimistas em relação às chances de recessão no próximo ano e ao crescimento global.
A Merrill Lynch indagou aos gestores em dezembro qual deveria ser a cotação média do petróleo no mercado internacional para que a economia fosse atingida no próximo ano e os resultados indicaram somente se a commodity for cotada, na média, acima dos US$ 70 em 2006 a economia será prejudicada.
Além disso, um em cada seis dos gestores acredita que somente sendo negociado acima de US$ 80 o barril de petróleo prejudicaria o crescimento da economia. Este ano, a commodity foi cotada, em média, em US$ 55.
Crescimento, mas com inflação
Menos preocupados com a evolução dos preços do petróleo, os gestores se mostram otimistas em relação à economia mundial. A maioria acredita que o crescimento global manterá o ritmo no próximo ano, sendo que 93% dos entrevistados pensa que uma recessão nos Estados Unidos é improvável.
Por outro lado, os receios em relação à inflação aumentaram em dezembro. Os gestores revelam que o hiato do produto diminuiu nos últimos meses, além de se mostrarem mais preocupados com a evolução dos preços das commodities.
Vale destacar também que o apetite pelo risco voltou a subir em dezembro. O percentual de dinheiro em espécie nas carteiras recuou de 4,3% para 3,6%, um dos menores valores da série histórica.
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Cautela no cenário corporativo
Apesar do otimismo, as perspectivas corporativas seguem cautelosas. Os que acreditam que os resultados das empresas apresentarão melhora no próximo ano ainda são minoria, assim como os que apostam em melhora das margens.
Para a Merrill Lynch, este quadro mostra que os gestores esperam um crescimento liderado pelo aumento de volume e não por preços mais elevados.