Merrill Lynch estima os prováveis dividendos de final de ano do setor siderúrgico

Destaques são CST e Usiminas, mas perspectivas são boas para todo o setor; dividendos serão distribuídos no início de 2005

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SÃO PAULO – O banco de investimentos Merrill Lynch divulgou relatório onde revela suas perspectivas para os dividendos de final de ano das companhias siderúrgicas brasileiras.

De acordo com os analistas do banco, os pagamentos de juros sobre capital próprio devem ser anunciados entre janeiro e fevereiro de 2005, próximos às datas da divulgação dos resultados do quarto trimestre das empresas.

Anúncios devem acontecer no início de 2005

A Usiminas já anunciou, na última sexta-feira, o pagamento de juros sobre capital próprio de R$ 0,5927 por ação preferencial e de R$ 0,5388 por ação ordinária. O banco, no entanto, acredita que a empresa ainda deve oferecer cerca de R$ 2,82 por ação até a divulgação de seus resultados trimestrais, ainda sem data definida, o que representaria um yield de 5,2%.

Já para a CST (Companhia Siderúrgica Tubarão), o banco projeta a distribuição de cerca de R$ 8,33 por ação. Os dividendos da empresa seriam pagos em duas parcelas, a primeira ainda em dezembro e a segunda nos dias que antecedem a divulgação dos resultados do quarto trimestre.

No caso da Gerdau, o banco prevê diferentes dividendos para as ações da empresa. As ações da Metalúrgica Gerdau, holding que controla a Gerdau S.A., distribuirão R$ 0,81 por ação, o que significa um yield de 1,7%. Já as ações da Gerdau S.A. devem pagar yields de 2,5% por ação preferencial e 2,7% por ação ordinária.

Finalmente, para a CSN, o banco estima o pagamento de juros de capital próprio somente para abril, como a empresa faz tradicionalmente. O yield da operação, no entanto, deve ser o maior entre as empresas do setor alcançando 7,0%, ou R$ 3,57 por ação.

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Perspectivas para os papéis do setor são boas

A Merrill Lynch destaca as ações da CST e da Usiminas, embora recomende a “compra” dos papéis de todas as quatro empresas do setor.

Os papéis preferenciais da CST (CSTB4) recebem um preço alvo de R$ 175,00, potencial de valorização de cerca de 19%, e as ações preferenciais classe A da Usiminas (USIM5) recebem preço alvo de R$ 75,00, potencial de valorização em torno de 40%. Os principais riscos para o investimento, de acordo com o banco, são o declínio dos preços internacionais do aço, a consolidação das atividades da Arcelor no Brasil e a desaceleração da economia doméstica.

Finalmente, o preço alvo das ações da CSN (CSNA3) é de R$ 61,00, o que significa um potencial de valorização de cerca de 23% frente à cotação mais recente, e o preço alvo das ações preferenciais da Gerdau (GGBR4) é de R$ 67,00, o que significa um potencial de valorização em torno de 45% diante da cotação mais recente.