Merrill Lynch destaca Suzano como top pick do setor de celulose e papel

VCP e Klabin são opções menos atraentes no setor, com investimentos pressionados por endividamento elevado

Publicidade

SÃO PAULO – O cenário traçado pelos analistas da Merrill Lynch para o setor de papel e celulose não é dos melhores, em função da fragilidade do mercado internacional e dos elevados níveis de oferta e estoques. Ainda assim, a Suzano aparece como opção para investimentos.

Com forte vocação exportadora, as companhias do setor sofrem com a redução de seu poder de barganha. Mesmo com a recuperação dos preços de diversas commodities recentemente, os elevados níveis de estoques de celulose e dúvidas quanto ao consumo da China podem segurar os preços no segmento.

Em meio às dificuldades enfrentadas pelo setor, destaque para a Suzano, que aparece como a top pick da Merrill Lynch no setor, com recomendação de compra e preço-alvo fixado em US$ 21,00 – um potencial teórico de valorização de 24,3% frente ao último fechamento.

Outras companhias avaliadas no mercado brasileiro aparecem como opções menos atraentes para investimento. Enquanto a VCP tem recomendação neutra, com preço-alvo por ADR (American Depositary Receipt) estabelecido em US$ 13,00, a Klabin possui expectativa de desempenho abaixo da média do mercado, com preço teórico estabelecido em R$ 3,25.

Alavancagem

O elevado endividamento de VCP e Klabin é um dos principais fatores para a recomendação desfavorável apresentada pela Merrill Lynch. Não por acaso, a Suzano é apontado como uma exceção, tendo alavancagem compatível com seus projetos para crescimento.

Outro fator que destaca a top pick das demais é a cesta mais equilibrada de produtos que esta possui. Enquanto o foco de VCP e Klabin repousa mais sobre a produção de celulose, com sua venda ao mercado externo, a maior exposição da Suzano ao mercado interno de papel a deixa em situação mais resiliente frente a atual crise.