Merrill Lynch aposta em crescimento acima do esperado do PIB brasileiro

Relatório confirma otimismo da instituição norte-americana, que acredita no crescimento do consumo no final do ano

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SÃO PAULO – O Brasil continua sendo a melhor opção de investimento na América Latina, segundo o relatório do banco de investimento norte-americano Merrill Lynch, com destaque para o andamento das reformas estruturais, da confirmação do afrouxamento da política monetária por parte do Banco Central e de um ambiente mais favorável nos setores de energia e telecomunicações.

Aposta no crescimento do PIB

Neste sentido, a instituição financeira revelou que aposta num crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) maior do que o projetado pela maioria do mercado, apesar do pessimismo diante do fraco resultado apurado pelo PIB do segundo trimestre e do resultado decepcionante dos indicadores industriais em julho.

Os indicadores de confiança seguem mostrando que a percepção dos consumidores brasileiros permanece negativa frente à economia local em setembro. A instituição destaca que os indicadores econômicos do terceiro trimestre devem ser novamente fracos.

Consumo deve aumentar no final do ano

Contudo, diante de um cenário de redução dos juros, os setores ligados ao consumo devem ser os mais beneficiados no quarto trimestre, principalmente no final do ano. Historicamente, os gastos dos consumidores estão ligados de forma bastante sensível às alterações na taxa de juro.

Além disso, a queda dos juros deve beneficiar o aumento no volume de concessões de crédito aos consumidores. Existe um potencial bastante elevado de recuperação dos salários reais, diante do maior controle da inflação, levando a um maior incremento do poder aquisitivo das famílias brasileiras.

Finalmente, embora uma possível recuperação da economia norte-americana possa afetar, no curto prazo, o desempenho das economias pertencentes ao bloco da América Latina, até mesmo a economia brasileira, a perspectiva favorável quanto à recuperação do Brasil e o cenário favorável de liquidez, a instituição reitera a recomendação do Brasil em overweight na sua carteira de investimento dos mercados emergentes.