Mergulho: aventura e paixão pela vida marinha

Fique por dentro do mergulho, que proporciona contato intenso com a natureza, especialmente com a fauna marinha, e pode ser praticado por qualquer pessoa

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SÃO PAULO – “Em dezembro de 96, estava de férias em Ubatuba e meu pai me chamou para mergulhar com snorkel e máscara. Achei sensacional”, explica a estudante de Publicidade Mariana Altério. “No ano seguinte, durante uma temporada em Porto Seguro, fui a uma escola de mergulho e fiz o curso básico de dois dias. Nunca mais parei. Faço mergulho com cilindro pelo menos uma vez por mês. Gosto de ir para Angra dos Reis e Ilha Grande”.

Quem prova uma vez nunca mais quer saber de outro esporte. Além da atmosfera de fim-de-semana, a atividade proporciona contato intenso com a natureza, especialmente com a fauna marinha. O esporte pode ser praticado por qualquer pessoa, em qualquer faixa etária. O que vale é o prazer e a diversão proporcionados pelo contato com a vida marinha.

Como escolher um curso

Se você não vê a hora de mergulhar, mas nunca praticou o esporte, o primeiro passo é fazer um curso para iniciantes. A maioria deles pode ser feita em grandes cidades, a quilômetros do mar. Um curso intensivo, que ensina ao interessado algumas regras do esporte e a utilização dos equipamentos de mergulho, dura em média dois dias, com aulas práticas e teóricas. Os alunos aprendem sobre a vida marinha, a pressão atmosférica e também a evitar acidentes que podem ocorrer debaixo d´água.

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A próxima etapa é o batismo. É o momento que os alunos colocam em prática o que aprenderam na sala de aula e na piscina. A escola de mergulho organiza uma viagem ao litoral e os futuros mergulhadores são batizados no mar. “O primeiro mergulho é inesquecível. É muita bacana, porque todo mundo tem a mesma experiência. São todos iniciantes”, comenta Mariana.

O batismo funciona como uma avaliação. Se for aprovado, o mergulhador recebe um certificado e pode mergulhar quando e onde quiser. Ao procurar uma escola de mergulho, certifique-se de que ela é filiada a alguma instituição de mergulho importante. O ideal é que seja associada a PADI, Professional Association od Diving Instructors, já que, após o batismo, a escola emite uma carteira de mergulho internacional.

Vida marinha

Outro motivo para escolher uma escola especializada é o acesso a um bom instrutor. Além de dominar os equipamentos e as normas técnicas, o bom profissional deve conhecer a fauna marinha e saber respeitar o ecossistema. “Um instrutor legal conhece os peixes e sabe até onde podemos tocar. Ele é uma espécie de biólogo, que conhece as espécies e ajuda a preservar a natureza”, explica Rafael Muniz, estudante de Direito e mergulhador há três anos.

Depois do batismo, chega a hora de organizar viagens e aproveitar tudo o que você aprendeu durante as aulas. Muitas escolas e agências oferecem pacotes de viagens com hospedagem e passeios de barco. Uma boa alternativa é ficar hospedado na própria embarcação. “Ficar no barco é ótimo, porque você permanece dia e noite no mar”, complementa Mariana Altério. “Mas não é bom ficar sozinho. É melhor combinar com os amigos e formar um grupo. À noite sempre rolam festas e o pessoal fica dançando e tocando violão”.

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