Mercados sustentam alta no final da tarde e Ibovespa sobe 0,26%

Após oscilar durante o dia, bolsas fecham no terreno positivo; por aqui, Pão de Açúcar é destaque de queda e dólar tem leve alta

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Em uma quinta-feira (4) de muita volatilidade nos mercados acionários, as bolsas avaliaram indicadores divergentes da economia norte-americana e conseguiram sustentar a alta a partir do meio da tarde. Por aqui, as blue chips e os resultados corporativos dividiram o foco do noticiário do dia, e o Ibovespa avançou 0,26%, a 67.814 pontos. O volume financeiro totalizou R$ 5,56 bilhões.

A Vale teve seu preço-alvo elevado de US$ 34,50 para US$ 36 pelo Morgan Stanley. Além disso, a mineradora aparece no noticiário por conta das negociações dos contratos de minério de ferro com as siderúrgicas japonesas. Juntamente com a sua concorrente australiana, a Rio Tinto, a mineradora brasileira requisitou a elevação de 50% nos preços da commodity. Os papéis da mineradora avançaram, ajudando na alta do índice.

Ainda no setor de mineração, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou que o novo marco regulatório deve ser enviado à presidência em até 15 dias, para posterior apreciação por parte do Congresso. Considerando o noticiário positivo do setor, os papéis da MMX também estiveram entre as maiores altas do índice.

A Petrobras também se destacou no noticiário, após a aprovação na Câmara dos Deputados para a utilização do FGTS na capitalização da estatal. Contudo, essa medida só beneficiará aqueles que já são acionistas da empresa.

A teleconferência do Pão de Açúcar mostrou que a rede de supermercados voltará seu foco na integração de suas atividades, sem excluir a oportunidade de novas aquisições. A administração da empresa anunciou ainda que ao final do mês o atual presidente, Cláudio Galleazi, deixará o comando da companhia, sendo ocupado a partir de abril por Enéas César Pestana Neto. Diante das perspectivas anunciadas para 2010 e da troca no cargo máximo da hierarquia, as ações do Pão de Açúcar lideraram as perdas do Ibovespa.

Pela temporada de resultados corporativos, a AmBev somou lucro líquido de R$ 1,79 bilhão no quarto trimestre do ano passado, o que representa um avanço de 5,3% em relação os ganhos vistos no mesmo período do ano de 2008. Já a margem Ebitda mostrou ligeira queda de 2 pontos percentual, para 44,6%. As ações da cervejeira recuaram. 

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Agenda
Na pauta econômica dos EUA, o número de contratos de compra e venda de casas usadas registrou queda de 7,6% em janeiro, decepcionando os analistas, que esperavam um avanço de 1% no total de assinaturas. Contudo, esses dados são amenizados pelo índice de produtividade no mercado de trabalho norte-americano – excluindo o setor agropecuário -, que registrou alta de 6,9% no quarto trimestre, superando as estimativas de 6,3%.

Ainda na principal economia do mundo, o volume de encomendas feitas à indústria subiu 1,7% no mesmo mês, ao passo que o número de pedidos de auxílio-desemprego chegou a 469 mil na última semana. Ambos os indicadores vieram praticamente em linha com o esperado.

Na Europa, o clima incerto nos mercados é reflexo da retração de 2,1% da atividade econômica da Zona do Euro em 2009 e do resultado decepcionante da Anheuser-Busch InBev. No front doméstico, destaque para o avanço de 1,1% na produção industrial de janeiro, segundo dados divulgados pelo IBGE.

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Dólar
O dólar comercial manteve-se no campo positivo praticamente o dia todo e fechou em alta de 0,45%, sendo cotado na venda a R$ 1,792. Foi a segunda valorização consecutiva da moeda.

Atuando mais cedo do que o normal, o Banco Central do Brasil realizou um novo leilão de compra de dólares no mercado à vista. Segundo dados do Depin, a operação teve início às 12h21 e terminou às 12h31, tendo uma taxa de corte aceita em R$ 1,7929.

Renda Fixa
No mercado de renda fixa, os juros futuros encerraram sem tendência na BM&F Bovespa nesta terça-feira. O contrato com vencimento em janeiro de 2011, que apresenta maior liquidez, encerrou apontando taxa de 10,46%, estável frente ao fechamento anterior.

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No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado a 136,80% de seu valor de face, queda de 0,36% frente ao fechamento anterior.

O risco-país, calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan, era cotado a 196 pontos-base, baixa de 6 pontos-base em relação ao fechamento anterior.

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