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SÃO PAULO – Os mercados de ações globais visitam o campo negativo nesta quinta-feira (30), última sessão cheia do ano na maioria das bolsas internacionais, em leve ajuste após os sucessivos ganhos desta semana, em meio à cautela perante os dados sobre a indústria chinesa.
Assim, os principais índices de ações europeus marcam suave queda nesta quinta-feira (30), ao passo em que os contratos futuros sobre os índices de referência em Wall Street apontam para uma abertura em leve alta, após a redução dos ganhos no fim do último pregão.
Como ressalta o analista do Danske Bank, Signe Roed-Frederiksen, “os mercados de ações dos EUA registraram forte alta ao longo da véspera, mas sofreram forte movimento de vendas na última hora de pregão”, conduzindo ao ajuste dos mercados na Europa, os quais já haviam encerrado os negócios.
Perspectivas
Na próxima sessão, as bolsas de Paris e Londres fecharão mais cedo, ao passo em que não haverá negócios na bolsa de Frankfurt. Já nos EUA, a bolsa de Nova York permanecerá com funcionamento normal.
Ao contrário da última sessão, marcada pela ausência de referências entre indicadores econômicos, os investidores esperam pela divulgação de importantes dados sobre mercado de trabalho, indústria e venda de imóveis nos Estados Unidos.
“Para o último dia de negócios em 2010, sugerimos uma especial atenção com a agenda de indicadores americanos”, apontou Marco Melo, chefe de análise da corretora Ágora. Ainda assim, as expectativas são de novo pregão com volume reduzido, característica marcante de uma semana ilhada entre os feriados do natal e do ano novo.
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Já o guru Mark Mobius, chefe da gestora de recursos Templeton Emerging Markets, afirmou que “os mercados emergentes estão agora em uma bull market secular e nós esperamos que esta tendência continue em 2011”, em entrevista à agência Bloomberg.
Ainda em expansão
Na China, ganha destaque a divulgação do PMI (Purchasing Managers Index) relativo à indústria referente a dezembro, que registrou queda de 0,9 ponto na passagem mensal, para 54,4 pontos – o patamar mais baixo nos últimos três meses.
“O PMI permanence em níveis elevados, consistentes com o crescimento do PIB (produto interno bruto) entre 10% e 11%”, disse o analista do Danske. Cabe lembrar que resultados superiores a 50 pontos indicam expansão da atividade.
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Ainda assim, o pregão na Ásia foi caracterizado pela ausência de tendência, uma vez que os benchmarks das bolsas de Xangai e Hong Kong registraram leve alta, mas o índice Nikkei fechou em queda, pressionado pela apreciação do iene.
Além dos indicadores econômicos, os investidores deparam-se com um cenário corporativo com mais referências nesta sessão. A Petrobras (PETR3, PETR4) volta ao foco, após anunciar a comercialidade e o volume de reservas de Tupi e Iracema – agora denominados campos de Lula e Cernambi -, com mais de 8,3 bilhões de barris de óleo equivalente estimados.
Ademais, a Iata (Associação internacional de transporte aéreo) revelou uma expansão anual de 8,2% do transporte global de passageiros em novembro. “As empresas da América Latina mostraram o declínio mais dramático nas taxas de crescimento – passando de 4,9% em outubro, para virtualmente zero”, apontou relatório.