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SÃO PAULO – Dos mercados europeus aos norte-americanos, os investidores aguardam pelos encontros dos bancos centrais. Enquanto isso, a trajetória das bolsas na Europa é de leve alta, assim como os contratos futuros nos EUA.
A expectativa é que o BCE (Banco Central Europeu) anuncie alguma medida eficaz de combate à crise, já que diversos políticos declararam nos últimos dias a necessidade de uma ação rápida e o compromisso de que farão o que for necessário para colocar a economia do bloco em ordem novamente.
“Os mercados estão um pouco de lado agora, já que ainda é incerto o quanto Draghi conseguirá persuadir seus companheiros em Frankfurt”, escreve o analista-chefe do Danske Research, Allan von Mehren, em relatório.
A autoridade monetária da Europa se reúne na quinta-feira, um dia depois de terminarem as conversas entre membros do Federal Reserve. Os analistas projetam que qualquer nova medida de estímulo norte-americano deve ficar para a reunião de setembro.
Mas enquanto os bancos centrais não se pronunciam, os investidores devem acompanhar com atenção a forte agenda de indicadores deste pregão. Nos EUA serão anunciados dados de preços do setor imobiliário em maio, inflação para junho, de confiança do consumidor e de atividade industrial em Chicago para julho e, finalmente, do custo de mão de obra para o segundo trimestre.
Resultados podem movimentar o pregão
No cenário interno, a agenda traz os números da nota de política fiscal do Banco Central e o índice de preços ao produtor da indústria de transformação.
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Ademais, os resultados corporativos também podem mexer com o pregão desta terça-feira. Desde o último fechamento, TIM (TIMP3) e Usiminas (USIM3, USIM5) reportaram números mais fracos que os vistos anteriormente, mas ainda assim acima das expectativas do mercado. Nessa madrugada, a Ambev (AMBV4) também divulgou seu balanço, assim como a Oi (OIBR4) anunciará seus números depois do fechamento.
Desemprego europeu
Já na Europa a taxa de desemprego não arrefece. O índice para junho se manteve em 11,2%, mesmo número de maio, conforme dados que foram revisados. Assim, o dado continua no seu número máximo desde o início da série histórica, em 1995.