Mercados latino-americanos sobem com ajuda da Nasdaq

Conteúdo do Portal InfoMoney – Editoria Mercados

Por  Equipe InfoMoney

As bolsas latino-americanas fecharam em alta generalizada neste quinta-feira, influenciadas pela forte valorização do índice norte-americano Nasdaq Composite. Às 15:46 de Nova York, o Nasdaq Composite apresentava alta de 4,84%, enquanto o Dow Jones Industrial e o S&P500 registravam variações positivas menos acentuadas de 0,05% e 1,09%, respectivamente.
O índice Merval da Bolsa de Buenos Aires fechou em alta de 1,43%, registrando variação positiva pelo oitavo pregão consecutivo. Investidores argentinos estão bastante otimistas com a atual situação do país, favorecida pelo cenário externo com a redução da taxa de juros norte-americana, e pelo pacote de ajuda financeira do FMI. Segundo o porta-voz do FMI na América Latina, Francisco Backer, amanhã serão liberados US$ 2,9 bilhões para a Argentina, de acordo com o pacote de ajuda externa.
Hoje, o ministro da Economia, Jose Luis Machinea, negou ter autorizado o aumento das tarifas de telefones celulares, que tinha sido anunciado ontem pelo jornal Clarín. Segundo o jornal, o aumento poderia chegar até 300%. O ministro chegou até a anunciar que, em breve, os possuidores de celulares deixarão de pagar pelas chamadas recebidas, e pagarão somente as ligações emitidas. Nesta quinta-feira, o Indec, Instituto Nacional de Estatísticas e Censo, informou que a atividade industrial argentina registrou uma ligeira alta de 0,2% em 2000 em relação ao ano anterior.
Os destaques de alta ficaram para as ações do Banco Rio de la Plata (+7,07%), da Telecom Argentina (+5,87%), da Renault Argentina (+5,45%) e da Telefônica (+5,09%). Por outro lado, as maiores quedas ficaram para as ações da Garovaglio y Zorraquin (-5,61%), da Astra Compania Argentina de Petróleo (-1,64%) e do Banco del Suquia (-1,48%).

O índice IPC da Bolsa do México encerrou o pregão em alta de 2,56%. Segundo o jornal La Jornada, o governo está preparando uma reforma fiscal que garanta um crescimento sustentável de aproximadamente 6% ao ano, que, segundo autoridades mexicanas, será indispensável para a criação de novos postos de trabalho e para ampliação dos investimentos em educação. O ponto central da reforma será a eliminação das isenções do imposto IVA, mas o governo também realizará uma revisão de seus gastos. O secretário da Fazenda, Francisco Gil, declarou que não haverá corte de pessoal no governo, porém o programa de demissão voluntária será mantido.
Hoje, o presidente da Associação dos Banqueiros do México, Héctor Domene, disse que, segundo estimativas da associação, a concessão de crédito neste ano deverá crescer cerca de 2% em relação a 2000. Para Héctor, o primeiro semestre de 2001 será “difícil” em função da desaceleração da economia dos Estados Unidos, destino de 90% das exportações mexicanas; entretanto, a situação deverá melhorar no final do ano.
As maiores altas ficaram para as ações das Empresas ICA (+17,65%), das Industrias Penoles (+11,80%) e do Grupo Industrial Maseca (+7,14%).
O varejista WalMart fechou em alta de 6,00%, após divulgar que as vendas de dezembro nas mesmas lojas aumentaram 7,6% em relação a dezembro de 1999. Os destaques de baixa ficaram para as ações da Hylsamex (-3,41%), do Grupo Industrial Saltillo (-2,73%) e do Grupo Bimbo (-0,61%).

O índice IBVC da Bolsa da Venezuela fechou em alta de 0,28%, Hoje, o ministro da Energia y Minas, Álvaro Silva, disse que espera que a OPEP, na sua próxima reunião no dia 17, decida reduzir a produção de petróleo a fim de evitar uma queda ainda maior do produto. No final de novembro, o barril do petróleo estava cotado a aproximadamente US$ 32 e, no início de janeiro, o valor do barril já tinha sido reduzido para cerca de US$ 26. Para Álvaro, a redução deverá ser entre 1,5 e 2 milhões de barris por dia.






















Outros mercados: Brasil Ibovespa +0,62%
Chile IPSA+0,61%
Peru ISBVL+1,09%
Colombia IBB+0,79%

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