Mercados iniciam a sessão sem tendência, com Fed e BCE em foco

Dia traz cronograma do QE2 e discurso de Jean-Claude Trichet sobre a crise financeira; dados da China também são observados

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SÃO PAULO – Enquanto as atenções seguem na tensão pré-reunião do G-20, a quarta-feira (10) traz desdobramentos interessantes no âmbito internacional, tanto em relação às expectativas sobre a economia europeia quanto acerca do cronograma de compras de ativos pelo Federal Reserve.

Mostrando as incertezas intrínsecas à agenda do dia, os mercados acionários operam sem tendência definida nesta manhã. Nesse sentido, os principais índices de países europeus operam em queda: o CAC 40, da bolsa de Paris, se destaca, caindo 0,55%. Já o FTSE 100, da bolsa de Londres, negocia em leve baixa de 0,44%, enquanto o DAX 30, da bolsa de Frankfurt, desvaloriza-se 0,29%. 

O mercado futuro dos Estados Unidos ruma na direção contrária, registrando leve alta no início da quarta-feira. Os contratos futuros do S&P 500, do Nasdaq e do Dow Jones, negociados na Chicago Mercantile Exchange, avançam 0,05%, 0,02% e 0,10%, respectivamente.

A agenda de indicadores econômicos ainda traz a balança comercial, o volume de pedidos de auxílio-desemprego e o orçamento do Tesouro dos Estados Unidos, enquanto o presidente do BCE (Banco Central Europeu) falará sobre a crise financeira durante a tarde.

Relatório de inflação
O documento trimestral sobre a inflação do Reino Unido, divulgado pelo BoE (Bank of England) nesta manhã, mostrou a expectativa de que o aumento dos preços permaneça acima da meta do banco central, de 2%, em 2011.

Ainda na Europa, o Wall Street Journal reportou que a chanceler alemã, Angela Merkel, declarou que os esforços de resolução da crise na Europa devem ser pagos “por aqueles que ganham emprestando dinheiro” e não apenas pelos contribuintes.

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Dados chineses
Outro ponto a impactar os negócios nesta sessão são os dados da balança comercial da China. Ao mesmo tempo em que os Estados Unidos recuaram em sua proposta de limitar os superávits comerciais, o governo chinês anunciou que o saldo positivo da balança atingiu US$ 27,15 bilhões em outubro, bem acima dos US$ 16,9 bilhões vistos em setembro.

Brasil
Por aqui, as atenções voltam-se à temporada de resultados, que trouxe os números da BM&F Bovespa e da Vivo. Porém, o mercado também deve ficar atento aos rumores de fraude no banco Panamericano, o que pode influenciar as ações do setor.

Na agenda econômica, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou que a produção industrial recuou em nove das 14 regiões brasileiras pesquisadas na passagem de agosto para setembro deste ano.