Mercados futuros abrem em alta com foco em tensões no Oriente Médio

O mercado acompanha o avanço do petróleo e o travamento das negociações de paz após ataques americanos ao Irã, enquanto investidores realizam lucros no setor de tecnologia

Victória Anhesini

A placa de Wall Street é vista na Bolsa de Valores de Nova York, no bairro de Manhattan, na cidade de Nova York, EUA, em 9 de março de 2020. REUTERS/Carlo Allegri
A placa de Wall Street é vista na Bolsa de Valores de Nova York, no bairro de Manhattan, na cidade de Nova York, EUA, em 9 de março de 2020. REUTERS/Carlo Allegri

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Os mercados futuros abriram neste domingo (28) em leve alta. Investidores analisam a tensão entre os EUA e o Irã, que volta a crescer por conta de novos ataques no Oriente Médio, o que pode significar uma prolongação da guerra.

Os futuros do Dow Jones Industrial Average sobem 0,2%, enquanto os futuros do S&P 500 avançam 0,4%, e futuros do Nasdaq 100 têm alta de 0,5%.

Neste final de semana, os Estados Unidos atingiram alvos militares do Irã, em retaliação a ataques feitos pelo Teerã no Estreito de Ormuz nos últimos dias. O presidente dos EUA Donald Trump disse, em seu perfil na rede social Truth Social, que iria aniquilar o Irã.

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“Aeronaves dos Estados Unidos acabaram de atacar locais de armazenamento de mísseis e drones iranianos, e locais de radar costeiros, por violarem o Acordo de Cessar-Fogo, OUTRA VEZ!”, diz a publicação.

Segundo reportagem da CNBC, uma fonte paquistanesa que participa das tratativas de paz do conflito afirmou ao MS NOW que as negociações estão temporariamente interrompidas. Apesar da pausa, segundo essa fonte, representantes de todas as partes permanecem na Suíça e podem retomar as conversas quando houver condições para isso.

Enquanto isso, o mercado de petróleo iniciou a semana em alta. Nas primeiras negociações de domingo, investidores monitoravam o risco de novos impactos sobre o setor de energia. O barril do Brent avançava 0,8%, cotado a US$ 72,57, enquanto o WTI registrava ganho de 1,1%, alcançando US$ 70.

Nos mercados acionários, a semana anterior foi marcada por um movimento de migração de recursos para fora das empresas de tecnologia e em direção a outros segmentos da bolsa.

Nesse cenário, o S&P 500 acumulou perda de quase 2%, enquanto o Nasdaq Composite recuou 4,6%. Entre as maiores quedas estiveram Nvidia e Alphabet, que perderam mais de 8% cada. Meta Platforms, Apple e Amazon encerraram o período com desvalorização superior a 4%, ao passo que a SpaceX registrou queda de 17%.

Já o Dow Jones destoou do restante do mercado. Com menor peso das empresas de tecnologia em sua composição, o índice avançou 0,6% na semana, impulsionado principalmente pelos ganhos da Merck e da Johnson & Johnson, que subiram 13% e 11,5%, respectivamente.

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Ao analisar esse movimento, Ed Yardeni, presidente da Yardeni Research, disse à CNBC que “os investidores parecem estar passando por uma ‘Fatiga de IA’”.

“Eles estão questionando se os gastos massivos das hyperscalers em infraestrutura de IA algum dia trarão retorno. … Eles se preocupam que novas tecnologias tornem as atuais obsoletas rapidamente, em um processo conhecido como ‘destruição criativa'”, afirmou ao portal.

A última semana de junho também marca o encerramento das negociações do mês. Até o fechamento de sexta-feira, o S&P 500 acumulava queda de 3% em junho, enquanto o Nasdaq registrava recuo superior a 6%. Em sentido oposto, o Dow apresentava valorização de mais de 1% no mesmo período.

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