Mercados finalizam a semana com instabilidade e Ibovespa perde 0,23%

Apesar da queda no dia, índice consegue a terceira valorização semanal; Wall Street com sinais opostos; dólar a R$ 1,958

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SÃO PAULO – Os mercados encerraram a semana com uma sessão instável. Os dados do mercado de trabalho dos EUA trouxeram certo ânimo aos investidores no começo da tarde, mas a pressão do setor financeiro deixou os índices de Wall Street sem tendência uniforme. Por aqui, o Ibovespa foi pressionado pelas ações de Petrobras e produtoras de celulose e terminou com baixa de 0,23%, voltando aos 53.341 pontos. Porém, este recuo não foi suficiente para barrar a terceira alta semanal do índice, que acumulou leve valorização de 0,27% no período.

Além do movimento de ajuste em relação aos recentes ganhos, as bolsas norte-americanas foram pressionadas também pelas palavras de Janet Yellen, presidente do Fed de São Francisco, que declarou que a elevação nos yields dos Treasuries pode ser um alerta para pressões inflacionárias. Entre os destaques de baixa, figuraram os papéis de JP Morgan (-2,2%) e US Bancorp (-4,0%), além dos ativos do setor de energia frente à baixa nas cotações do petróleo.

Por outro lado, os dados sobre o mercado de trabalho dos EUA trouxeram ânimo aos investidores. Dentre os indicadores que o compõem o Employment Report, chamou atenção o avanço maior que esperado da taxa de desemprego, de 8,9% para 9,4% (previsões eram de 9,2%), mas o destaque ficou para o fechamento de 345 mil postos de trabalho na economia, que ficou bem abaixo das estimativas do mercado que rondavam a casa de 520 mil a menos.

Na esfera corporativa, dando os primeiros passos do processo de reestruturação após a concordata no início desta semana, a General Motors anunciou nesta sessão que venderá sua divisão Saturn para a Penske Automotive Group, por algo entre US$ 100 milhões e US$ 200 milhões, conforme noticiado pela agência CNN. Os papéis da montadora dispararam 15,9% nesta sessão.

Bolsa cai no dia, mas sobe na semana pela terceira vez

Pressionado pelo fraco desempenho das bolsas norte-americanas, o Ibovespa terminou o dia com desvalorização, sob pressão dos papéis de Petrobras e produtoras de celulose. Em contrapartida, a performance positiva das ações de Vale e siderúrgicas barrou maiores perdas à bolsa brasileira. O volume financeiro totalizou R$ 4,86 bilhões.

Influenciadas pela baixa nas cotações do barril de petróleo, as ações da Petrobras terminaram com desvalorização nesta sessão. Também entre os destaques de baixa do índice, os ativos do setor de papel e celulose tiveram forte baixa depois dos ganhos da véspera, com destaque novamente para VCP e Aracruz.

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Extremos

Já entre as siderúrgicas, destaque para o rali dos papéis da Usiminas, que ocuparam a maior valorização do benchmark. Por sua vez, os papéis da JBS registraram a maior queda do índice nesta sessão, depois de subirem forte na véspera.

Em comunicado enviado ao mercado, a Usiminas declarou que a Nippon Steel firmou contrato com o Morgan Stanley, que se dispõe a adquirir, obedecendo a termos e condições não especificados, até 2,52 milhões de ações ordinárias de emissão da Usiminas, o que representa aproximadamente 0,50% de seu capital social.

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1 Links
JBSS3 JBS ON 7,29 -5,45 +49,57 15,43M
VCPA4 VCP PN 23,71 -3,66 +32,24 26,53M
CSAN3 Cosan ON 15,51 -3,06 +37,99 14,54M
ALLL11 ALL UNT N2 12,25 -3,01 +23,28 52,86M
TCSL3 TIM Part ON 7,65 -2,80 +55,80 3,30M

As maiores altas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:

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Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1 Links
USIM3 Usiminas ON 39,10 +5,28 +54,19 56,52M
CMIG4 Cemig PN 27,99 +2,75 +16,41 100,70M
LREN3 Lojas Renner ON 22,70 +1,79 +45,43 42,41M
USIM5 Usiminas PNA 40,35 +1,64 +55,24 125,24M
CSNA3 Sid Nacional ON 48,65 +1,57 +79,25 99,55M

As ações mais negociadas, dentre as que compõem o Índice Bovespa, foram :

Código Ativo Cot R$ Var % Vol1 Vol 30d1 Neg
PETR4 Petrobras PN 33,98 -0,32 689,03M 703,88M 17.420
VALE5 Vale PNA 32,50 +0,25 656,93M 640,45M 19.760
VALE3 Vale ON 38,18 +1,06 204,68M 160,05M 5.352
BVMF3 BMF Bovespa ON 12,30 +0,41 203,42M 198,33M 9.935
GGBR4 Gerdau PN 22,40 +0,67 169,79M 156,32M 8.007

* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)

Dólar sobe

Após iniciar a sessão em queda, o dólar comercial apresentou forte volatilidade durante a sessão. Ao final, a moeda definiu sua tendência positiva, fortalecida por uma nova intervenção do Banco Central do Brasil no mercado cambial e pela instabilidade nas bolsas. Assim, a divisa dos EUA fechou esta sexta-feira com alta de 0,77%, sendo cotada a R$ 1,958.

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Segundo dados da EPFR Global, os fundos de ações brasileiros receberam na semana anterior, encerrada em 3 de junho, US$ 830 milhões, sendo o melhor desempenho no período desde o final de 2007.

Os números da EPFR também mostram que o mês de maio foi positivo para o País. Os fundos de ações da América Latina receberam US$ 2,8 bilhões no mês, dos quais US$ 2,1 bilhões foram destinados ao Brasil – ou seja, 75% do total movimentado na região.

Renda Fixa

No mercado de renda fixa, os juros futuros encerraram em alta na BM&F Bovespa. O contrato com vencimento em janeiro de 2010, que apresenta maior liquidez, encerrou apontando taxa de 9,12%, alta de 0,07 ponto percentual frente à apresentada na sessão anterior.

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No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado a 128,50% de seu valor de face, o que representa uma queda de 0,65%.

O risco-país, calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan, fechou cotado a 268 pontos-base, baixa de 11 pontos em relação ao fechamento anterior.

Bolsas dos EUA com sinais opostos

O índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, fechou em leve alta de 0,15% e atingiu 8.763 pontos, enquanto o índice Nasdaq Composite desvalorizou-se 0,03%, para 1.849 pontos.

Por outro lado, a S&P 500, que engloba as 500 principais empresas norte-americanas, fechou em leve baixa de 0,25% atingindo 940 pontos.

Na Europa, o índice FTSE 100 da bolsa de Londres registrou alta de 1,18% e atingiu 4.439 pontos; no mesmo sentido, o índice CAC 40 da bolsa de Paris valorizou-se 0,82% chegando a 3.339 pontos e o DAX 30, da bolsa de Frankfurt, subiu 0,24% a 5.077 pontos.

Confira os indicadores previstos para a segunda-feira

Por aqui, a FGV (Fundação Getulio Vargas) anuncia o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) referente à primeira quadrissemana de junho. No mesmo horário, a instituição ainda publica o IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna) de maio, importante medida de inflação nacional.

Logo após, o Banco Central revela o relatório semanal Focus, que compila a opinião de consultorias e instituições financeiras sobre os principais índices macroeconômicos.

Na sequência, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) reporta a Pesquisa Mensal do Emprego de abril, relatório que trata de mão-de-obra e rendimento do trabalho no Brasil. O órgão ainda apresenta o Levantamento da Produção Agrícola referente ao mês de maio.

O Ministério de Comércio Exterior anuncia a Balança Comercial referente à semana anterior, que mede a diferença entre exportações e importações contabilizadas durante o período.

Por sua vez, o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) revela o Índice de Custo de Vida referente ao mês de maio. O relatório contém informações a respeito do custo de vida dos moradores do município de São Paulo.

Ainda a cargo do IBGE, a Pesquisa de Estoques do segundo semestre de 2008 engloba informações conjunturais sobre o volume e a distribuição dos estoques de produtos agropecuários. Nos EUA não serão apresentados indicadores relevantes neste dia.