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SÃO PAULO – Os mercados internacionais operam no campo negativo nesta quarta-feira (4), após já terem fechado em queda na véspera, ainda pressionados por destaques negativos da temporada de resultados e variação negativa nos preços de commodities.
Em Nova York, os contratos futuros estão em desvalorização, com destaque para o Nasdaq, que cai 0,24%. Na Europa, Londres se destaca com queda de 1,05% do FTSE 100.
Os norte-americanos contam com uma agenda que, entre os indicadores, traz o relatório de emprego referente a abril. De acordo com a LCA, a expectativa é de desaceleração da criação de postos no setor privado, mas não a ponto de mudar o ímpeto que o mercado de trabalho do país ganhou neste primeiro semestre.
Além disso, os americanos ainda contarão com a sondagem ISM de serviços. Em março, ela ficou em 57,3 e, de acordo com o UBS, deve subir para 58, uma vez que um indicador antecedente aferido pelo Fed de Richmond mostrou resultados bastante favoráveis para a leitura de abril.
Os norte-americanos ainda ouvirão nesta terça os anúncios de Eric Rosengren (presidente do Fed de Boston), de John Willians (Fed S. Francisco) e de Dennis Lockhart (Fed Atlanta). A LCA diz que as atenções devem estar voltadas para a avaliação no tocante aos rumos da política monetária do país.
Resultados e commodities derrubam bolsa da Europa
Ações de empresas produtoras de commodities derrubam os indicadores europeus nesta quarta, assim como a divulgação de novos resultados corporativos. Como exemplo, as ações da AB InBev recuam 3,28% após o resultado da empresa nos três primeiros meses do ano ter ficado abaixo das expectativas.
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Os investidores europeus também devem ficar de olho nos efeitos nos mercados da divulgação do valor do pacote de assistência econômica para Portugal, que deverá ser de € 78 bilhões, menor que o fornecido para a Grécia e para a Irlanda. Os recursos virão do FMI (Fundo Monetário Internacional) e da União Europeia. O acordo final deve ser aprovado no dia 16.
Como reflexo do anúncio, o índice PSI 20, da bolsa de Lisboa, contraria a tendência predominante de queda na Europa e registra alta de 1,27%.
Agenda brasileira traz dados de commodities
No Brasil, a bolsa fechou o pregão da véspera em queda, pressionada, entre outros motivos, pela queda em preços nas commodities e pela aceleração da inflação – que traz uma expectativa de maior aperto monetário no país.
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Para esta quarta, a agenda traz poucos indicadores. Pela manhã, a FGV (Fundação Getulio Vargas) divulgou o Índice de Confiança de Serviços, que elevou-se em 3% entre março e abril de 2011, ao passar de 131,3 para 135,3 pontos.
Destaque para a publicação do fluxo cambial fechado para abril, que será feita no período da tarde. De acordo com a LCA, “é nova oportunidade para inferir os primeiros efeitos do aumento do IOF sobre o ingresso de capitais”. No mesmo período, o Banco Central divulga os números do IC-br (Índice de Commodities Brasil) de abril. “Atenções voltadas para a evolução em reais dos preços de commodities”, diz a consultoria.
Na Ásia, Japão fechado e China em queda
Enquanto a bolsa de Tóquio permanece fechada até a próxima quinta por conta de um feriado nacional, os índices de ações na China tem apresentado desvalorização, com o Shangai Composite fechando em queda nesta quarta, principalmente devido aos temores de inflação.
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Em seu site, o Banco Popular da China reiterou na última noite que a estabilização dos preços ao consumidor e o gerenciamento das expectativas de inflação são a prioridade máxima para a regulação macroeconômica.
De modo a tentar controlar os riscos relativos à concessão de crédito, os principais bancos da China terão elevação na exigência mínima para adequação de capital, com uma nova taxa em vigor a partir do início de 2012, anunciou a comissão regulatória para o setor na terça. Neste cenário, as ações do setor bancário e imobiliário se desvalorizaram nesta sessão.