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SÃO PAULO – Após ajuste positivo na véspera, a volatilidade volta ao mercado nesta quinta-feira (14) com mercados ainda calibrando suas referências para o dia.
Se por um lado, as bolsas europeias seguem pressionadas pela crise fiscal na região, por outro, o pré-market em Wall Street indica abertura em alta com a entrada da temporada de resultados na balança.
Itália vê encarecimento da dívida
Nesta manhã, a Itália captou € 5 bilhões com a venda de títulos com vencimento entre 5 e 15 anos, tendo registrado aumento do juro exigido pelo mercado em virtude do avanço da percepção de risco de deterioração fiscal.
Além disso, a Zona do Euro acompanha apreensiva a votação no congresso do pacote de austeridade que pretende cortar € 47 bilhões até 2014.
JPMorgan muda foco nos EUA
Enquanto isso, nos EUA, mesmo com a crise europeia ainda pesando, investidores dão maior relevância à divulgação do desempenho surpreendente do JPMorgan Chase no segundo trimestre, servindo como referência de peso para a temporada de resultados que começa a ganhar ritmo, principalmente no momento em que o país busca solidificar sua recuperação.
O desempenho do JPMorgan é capaz inclusive de minimizar os efeitos negativos do anúncio feito pela Moody’s na última noite, quando colocou em revisão o rating norte-americano para possível downgrade.
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“O impacto do anúncio da Moody’s foi modesto. Os treasuries com vencimento de 10 anos valorizaram-se apenas entre 2 e 3 pontos base após o anúncio”, aponta Flemming j. Nielsen, analista do Danske Bank.
Referências distintas
Em suma, investidores encontram até o momento referências distintas nos diferentes mercados, atribuindo um peso maior a questões mais específicas de suas regiões, o que por hora mantém com sinais opostos as bolsas europeias e norte-americanas.