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SÃO PAULO – De acordo com o presidente da Templeton Asset Mangement, Mark Mobius, os mercados emergentes ainda exibem uma baixa correlação com os desenvolvidos e, além disso, os ciclos econômicos entre tais mercados estão cada vez mais dissociados.
Mobius declarou que, apesar de os EUA continuarem sendo a maior e mais influente economia do mundo, seu poder sobre outras economias tem diminuído gradativamente, especialmente sobre os mercados emergentes, que vêm crescendo cada vez mais rápido favorecidos pelas relações comerciais entre si.
Quanto ao mercado de ações, a correlação pode aumentar no curto prazo, especialmente quando mercados caem, entretanto, depois se dissipa no longo prazo. A correlação não só é baixa entre os mercados emergentes e desenvolvidos, como também o é entre os diferentes países de mercados emergentes, e entre as diferentes classes de ativos, segundo o gestor.
Entre as bolsas de valores locais e os mercados emergentes a correlação também é baixa. Por exemplo, o mercado acionário chinês têm sido extremamente volátil ultimamente, mas o efeito sobre o crescimento da economia do País parece ser quase nulo.
Crescimento
O crescimento dos mercados emergentes já ultrapassou o dos países desenvolvidos, e esta diferença está cada vez mais ampla. Apesar disso, está prevista um alívio no avanço dos emergentes este ano. Aí, a baixa correlação mais uma vez entra em cena: a desaceleração em um país pode ser simultânea à retomada de outro.
De acordo com o FMI, as projeções indicam que o crescimento médio do PIB dos mercados emergentes será de 6,7% em 2008, enquanto se espera que os mercados desenvolvidos cresçam, em média, cerca de 1,3%.