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SÃO PAULO – Com atenção voltada para a divulgação do relatório de emprego nos EUA, os mercados de ações internacionais operam em instabilidade nesta sexta-feira (3), deixando em segundo plano o anúncio de que o rating da Grécia foi coloca em perspectiva negativa pela agência de classificação de risco Standard & Poor’s.
A expectativa para o relatório que mede o número de vagas criadas pela economia dos EUA é de um leve recuo em relação ao mês anterior, passando de 151 mil novos postos de trabalho na medição de outubro para 130 mil neste mês, segundo o consenso do mercado. Também se espera um impacto positivo das contratações para o final do ano no resultado.
Em compasso de espera pela principal referência do dia, os índices de ações na Europa alternam altas e baixas, sendo seguidos pelos contratos futuros sobre índices nos EUA, o que dificulta prognósticos sobre o início dos negócios em Wall Street.
De acordo com Marco Melo, da corretora Ágora, o baixo volume de negócios nas últimas sessões evidencia “o movimento inconstante dos investidores na renda variável, fenômeno que tem sido típico neste ano de 2010, e que é justificado pela sequência de fatores externos que revelam fragilidades nas economias europeias”.
Crise na Europa – a missão
Em mais um capítulo da crise da dívida na Europa, a S&P anunciou ter colocado o rating de crédito de longo prazo da Grécia em revisão, com perspectiva negativa, enquanto avalia as possíveis implicações para as contas gregas da aprovação do mecanismo de estabilidade europeu.
Ainda no Velho Continente, em outubro de 2010, o volume de vendas no varejo cresceu 0,5% na Zona do Euro, comparado a setembro, segundo dados divulgados pela Eurostat – órgão oficial de estatísticas da Comissão Europeia.
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Recuperação
Embora afirmem que a economia global voltou a trilhar o caminho do crescimento, os analistas do Danske Bank destacaram que ” a crise de dívida na Europa permanece como o principal risco para a recuperação global”. Entretanto, os analistas destacam que os impactos macroeconômicos têm se mostrado limitados.
Maior aperto
Os investidores também reagem à decisão do comitê político (Politburo) do partido comunista chinês, que prevê a adoção de política monetária mais “prudente” ao longo do próximo ano, ampliando expectativas por maior restrição ao crédito no país e pressionando os índices de referência nas bolsas de Xangai e Hong Kong.
“Com isto, devemos esperar por importantes medidas no dia 10”, afirmou o analista Wei Yao, do Société Générale, referindo-se à próxima reunião do PBoC (Banco Popular da China).
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Internamente, um dos destaques é elevação do compulsório para bancos, anunciada pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), bem como da ampliação de exigências de capital para operações de crédito ao consumidor.
“Estas medidas deverão ter impacto sobre o ritmo de crescimento da demanda recente, adiando, por algum tempo, a necessidade de elevação de juros”, avaliou a equipe da Rosenberg Consultores Associados, em relatório.