Mercados avançam com maior confiança no crescimento global

Na agenda do dia o destaque são os dados de consumo e vendas nos Estados Unidos; no Brasil, pesquisa de emprego se destaca

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SÃO PAULO – Os mercados deixam de lado parte do pessimismo e buscam oportunidades de ganhos com papéis que ficaram baratos nas últimas sessões.

Nesta sexta-feira (11), os mercados futuros nos Estados Unidos avançam. No mesmo sentido, as principais bolsas da Europa também operam em alta, com destaque para o índice FSTE 100 (Inglaterra) que sobe 0,84%, o CAC 40 (França) que ganha 0,99, o IBEX 35 (Espanha) que acelera 4,30% e o DAX (Alemanha) que avança 0,18%.

Agenda
Entre os principais resultados da programação do dia está a inflação na China, que atingiu seu mais alto nível em 19 meses, reforçando as expectativas sobre o aquecimento da economia do país. Os preços ao consumidor subiram 3,1% em maio em dado anual, enquanto o indicador de vendas ao varejo avança 18,7% e a produção industrial tem alta de 16,5%.

Na Europa, a Eurostat, agência oficial de estatísticas da Europa, divulgou déficit de conta corrente de € 23,4 bilhões no primeiro trimestre de 2010 para os 27 países da região. No mesmo período de 2009, o resultado da balança de pagamentos ficou em € 50,6 bilhões, enquanto no último período de 2009, ele foi de € 9,2 bilhões.

Além disso, a balança comercial da Europa teve superávit de € 13,2 bilhões, comparado a € 13,3 bilhões no primeiro trimestre do ano passado e € 19,1 bilhões no quarto trimestre de 2009.

Já no Reino Unido, o desempenho do setor manufatureiro desacelera, ao cair 0,4% entre março e abril de 2010, explicado principalmente pelo recuo da produção de automóveis. O resultado desaponta analistas que projetavam alta de 0,5% para o Factory output (demanda da indústria).

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Também no Reino Unido, os preços ao produtor subiram menos do que se esperava. Enquanto o Producer Prices avançou 0,3% em maio, o mercado aguardava alta de 0,5% no mês.

Mais números
No dia, nos Estados Unidos ainda estão programados dados sobre vendas ao varejo referente ao mês de maio, indicador considerado um termômetro para a avaliação do comportamento do consumidor nos EUA. Para a analista Aneta Markowska, do banco Société Generale o consenso de mercado projeta uma alta de 0,2% no Retail Sales e de 0,1% no Retail Sales ex-Auto.

“Esperamos que ganhos sólidos continuem em maio. Dada a queda turbulenta dos mercados, o ganho vindo do setor de consumo nos EUA é impressionante. O medo de que a demanda do consumidor irá cair, devido à desaceleração do mercado de capitais ainda não despontou”, comenta.

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Nos EUA ainda será divulgado a preliminar do Michigan Sentiment de junho, que mede a confiança dos investidores de Michigan e o Business Inventories, que indica o nível de vendas e de estoques das indústrias.

No front doméstico, o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) avança 2,21% no primeiro decêndio de junho, que é uma prévia do indicador para o mês. O mercado espera para o final de maio alta de 0,9%. Saberemos ainda sobre o mercado de trabalho brasileiro através da Pesquisa de Emprego Industrial de abril.