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SÃO PAULO – Os principais índices acionários dos EUA recuam nesta terça-feira (3), pressionados pela reação negativa dos investidores a dados desfavoráveis do cenário corporativo.
Com a redução do ruído causado pela morte de Osama bin Laden, o olhar dos investidores retorna naturalmente para a temporada de resultados, que segue intensa, com destaque para Pfizer, que decepcionou com seu desempenho no último trimestre e por isso vê suas ações em queda de 1,28%, enquanto ainda há expectativa para os números da Mastercard, a serem divulgados ao longo da tarde.
Também ganha destaque a notícia do Wall Street Journal sobre um possível processo judicial contra o Deutsche Bank, movido pelo governo dos EUA, em função de más práticas na concessão de empréstimos. Em reflexo, as ações do banco alemão caem 2,96%.
O índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, apresenta leve desvalorização de 0,16% e atinge 2.859 pontos. O S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, abre em leve baixa de 0,11% a 1.360 pontos, enquanto o Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, cai 0,07%, chegando a 12.799 pontos.
| %Var Dia | Pontos | %Var 30D | %Var Ano | |
|---|---|---|---|---|
| Dow Jones | -0,07 |
12.799 | +3,41 |
+10,55 |
| S&P 500 | -0,11 |
1.360 | +2,05 |
+8,12 |
| Nasdaq | -0,16 |
2.859 | +2,50 |
+7,79 |
Laboratórios no centro da pauta
Já as ações de outro laboratório de peso, o Vivus, registra valorização de 1,32%, como reflexo do prejuízo 40% menor do que o esperado no trimestre, além do anúncio da perspectiva de comercialização da nova droga de emagrecimento Qnexa até o fim do ano.
Porém, os papéis do laboratório Parexel apresentam maior volatilidade do setor até o momento, com forte desvalorização de 17,89%, como relfexo do lucro 22% menor nos três primeiros meses do ano em relação às estimativas de analistas.
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Por fim, as ações da Herbalife valorizam-se 8,6% após seu resultado apontar lucro de US$ 1,48 por ação, frente às estimativas de US$ 1,44 por papel, mostrando que o dia será de fato movimentado para o setor.
Guidance e resultado impulsonam setor elétrico
As empresas de energia por sua vez também destacam-se na sessão, com First Energy e Duke Energy. A primeira elevou seu guidance em cerca de 9% para o ano e por isso vê suas ações em alta de 5,12%, enquanto as ações da segunda valorizam-se 1,06% impulsionadas pelo crescimento de 15% do lucro líquido no último trimestre.
Avon forte avança mas setor não acompanha
Ademais, os papéis da Avon (+5,55%) também mercem atenção do mercado ao longo do pregão, dado que, a exemplo de algumas empresas citadas acima, a empresa bateu com folga as estimativas de lucro para o trimestre.
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Entretanto, outras gigantes do setor de cosméticos não acompanham o mesmo ritmo, como Revlon, Estee Lauder, Alberto Culver e NuSkin, que veem suas ações oscilarem próximas à estabilidade, com -0,08%, -0,25%, +0,05% e +0,18%, respectivamente.
Indústria surpreende
Sem muito peso sobre o humor do mercado, o volume de pedidos da indústria, Factory Orders, figura solitário na agenda. Segundo relatório divulgado nesta manhã, houve crescimento de 3,0% na passagem entre fevereiro e março, frente à perspectiva anterior de 1,8%.