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SÃO PAULO – O dólar reverteu o movimento de queda que vinha sendo apresentado nas últimas sessões e encerrou as negociações desta quarta-feira com leve alta, após forte volatilidade ao fim do pregão. A reversão se deu pelos temores de que a oferta de moeda na sexta-feira, depois do feriado, seja insuficiente.
Isso porque nos últimos dias a oferta pelos traders foi muito grande, com os investidores temendo maior desvalorização do dólar. Assim, muitos procuraram garantir posições nesta quarta-feira, de forma a garantir o saldo de seus eventuais compromissos em dólares para esta sexta-feira.
No entanto, com as boas notícias divulgadas no âmbito interno, como a desaceleração da inflação medida pelo IGP-M, Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Getúlio Vargas, e as captações feitas no exterior, como a do Bradesco e do Unibanco, o dólar operou boa parte do dia em queda.
BC encerra rolagem
Outro fator que pressiona a cotação do dólar é o anúncio, por parte do Banco Central, de que foram rolados mais R$ 173 milhões da dívida cambial de US$ 1,7 bilhão que vence no dia 07 de maio, sendo US$ 1,521 bilhão passível de ser rolado, segundo as novas regras da instituição.
Com mais esta tentativa, o BC conseguiu rolar cerca de 11% do total da dívida, que, somado aos 88% já rolados anteriormente, em leilões feitos nesta segunda e terça-feira, resultam em 99% do total. Assim, a autoridade monetária encerrou estas operações.
Para tanto, o Banco Central ofereceu 2,1 mil títulos com vencimento para 01 de setembro de 2003, dos quais foram vendidos 1,5 mil à taxa média de 3,6%. Outro lote não teve nenhuma oferta aceita, com vencimento para 02 de fevereiro de 2004.
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Posteriormente foram vendidos integralmente dois lote, um de 1,1 mil contratos com vencimento para 01 de julho de 2004 e taxa de 7,23% e outro de 1,2 mil títulos com vencimento previsto para 03 de outubro de 2005 e taxa média de 9,28%.
Bons resultados fiscais do governo
Divulgado pela manhã pelo Banco Central, na Nota da Política Fiscal, nos doze meses encerrados em março de 2003, o superávit primário do governo atingiu R$ 63,678 bilhões, o equivalente a 4,58% do PIB (Produto Interno Bruto), ultrapassando a meta do governo, de economias de 4,25% do PIB.
Em março, o superávit primário chegou a R$ 6,751 bilhões, ampliando o acumulado em 2003 para R$ 22,835 bilhões, ou 6,24% do PIB. Já a dívida líqüida total do setor público atingiu R$ 888,140 bilhões no mês em questão, queda de 1,8% frente aos R$ 904,365 bilhões de fevereiro. Frente ao PIB, a dívida recuou de 56,6% para 55,3%.
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Dólar encerrou em alta de 0,10%
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,9070 na compra e R$ 2,9510 na venda, leve alta de 0,10% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$ 3,0600, representando um ágio de 5,26% em relação ao dólar comercial.
Apesar desta alta, o dólar acumula desvalorização de 13,06% em abril, frente à baixa de 6,05% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 17,86%.
Dólar futuro na BM&F
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em maio encerrou o dia cotado a R$ 2.888, forte baixa de 1,06% em relação ao fechamento de R$ 2.919 da última terça-feira. O contrato com vencimento em junho, por sua vez, fechou em leve alta de 0,06%, atingindo R$ 2.972 frente a R$ 2.970 do fechamento de ontem.
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FRA de cupom
O FRA de cupom cambial mais próximo, para julho de 2003, fechou a 3,55%, frente aos 3,90% do fechamento de terça-feira. Já o contrato de maior liquidez, referente a agosto de 2003, encerrou a 4,40%, frente aos 4,60% apurados na última sessão.