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SÃO PAULO – Após uma sessão de fortes ganhos na véspera, as principais bolsas internacionais iniciam esta terça-feira (30) sinalizando ligeiro ajuste negativo.
Por ora, as principais bolsas europeias registram leve baixa, com exceção de Londres, que em função do feriado bancário na última segunda-feira, se ajusta aos ganhos da véspera. Enquanto em Wall Street, ainda em pré-market, os principais índices operam em baixa ao redor de 0,3%.
“As mensagens dos bancos centrais tomarão o centro da cena hoje”, acredita Kasper Kirkegaard, analista do Danske Bank. “A minuta do FOMC (Federal Open Market Committee) que será divulgada às 15h00, de Brasília, deve revelar mais detalhes sobre as discordâncias internas do órgão”, completa.
Ansiedade por QE3
Basicamente, o que Kirkegaard quer encontrar na minuta do último encontro do FOMC são sinais de novos estímulos à economia dos EUA no futuro próximo através das opiniões expressas por seus membros.
É interessante comparar quantos relutavam sobre um novo pacote estímulo até poucas semanas antes do agravamento da crise e quantos ainda sustentam essa postura, podendo ser um bom termômetro para avaliar o discursos feito por Ben Bernanke na última sexta-feira, quando deixou no ar um eventual QE3 (Quantitative Easing 3) para setembro.
Dilema
Porém, o FOMC não figura sozinho na pauta. O presidente do Banco Central Francês, Christian Noyer, que também integra o conselho do BCE (Banco Central Europeu) realizará um discurso no qual espera-se que ele reforce as palavras proferidas por Jean Claude Trichet na véspera.
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Na ocasião, o presidente do BCE reforçou que não irá realizar cortes na taxa básica de juros para estimular a economia, pois considera o controle da inflação como prioridade.
Confiança do consumidor merece atenção
Além disto, a agenda do dia também conta com indicadores norte-americanos para balizar seu humor, principalmente o de confiança do consumidor referente a agosto, a ser divulgado às 11h00, com previsão de 52 pontos frente os 59,5 pontos registrados em julho.
Conforme um relatório do próprio Danske Bank já previa na semana passada, os indicadores de confiança do consumidor e de atividade econômica de agosto, mês em que a atual turbulência foi deflagrada, serão as principais referências para calibrar o risco real de recessão nos EUA, na medida em que a deterioração de ambos é capaz de promover um ciclo nocivo que, de fato, conduza o país à retração.
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IGP-M assusta
Por aqui, como de praxe, principalmente em um momento mais delicado, investidores seguirão atentos ao noticiário externo ao longo do dia. Porém, uma surpresa negativa com o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) deve interferir na sessão doméstica.
O índice variou 0,44% na medição de agosto, segundo dados divulgados nesta manhã pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) após ter recuado 0,12% em julho. Em 12 meses, o IGP-M variou 8,00% e a taxa acumulada no ano é de 3,48%.