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SÃO PAULO – O dólar encerrou a sessão desta quinta-feira em nova queda frente ao real, com o mercado testando o piso de R$ 2,90 para a cotação da moeda norte-americana. Contribuiu para o movimento o otimismo dos investidores em relação à economia brasileira, na espera de novas captações por empresas e bancos brasileiros no mercado externo.
Neste sentido, os investidores mostram-se também mais tranqüilos em relação às discussões sobre a política cambial, visto que o Banco Central, na última quarta-feira, decidiu rolar a primeira parcela da dívida cambial de US$ 1,9 bilhão que vence no próximo dia 15, deixando o mercado mais seguro de que não haverá intervenção para impedir maio apreciação do real.
Dólar encerrou em queda de 0,99%
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,9100 na compra e R$ 2,9150 na venda, baixa de 0,99% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$ 3,0090, representando um ágio de 3,40% em relação ao dólar comercial.
Apesar desta queda, o dólar permanece sem variação em maio, frente à baixa de 13,06% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 17,86%.
Melhor fluxo cambial desde junho de 2001
Entre as notícias positivas desta quinta-feira, destaque para o forte fluxo cambial no mês passado, que foi positivo em US$ 1,825 bilhão, de forma a reverter o saldo negativo de US$ 1,234 bilhão apurado em março deste ano, registrando, desta forma, o melhor resultado desde junho de 2001.
Para tanto, o saldo comercial atingiu no mês em questão US$ 2,917 bilhões, de forma a mais do que compensar o saldo financeiro negativo de US$ 820 milhões e as saídas da ordem de US$ 272 milhões pela chamada conta CC-5 em abril.
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C-Bond bateu recorde, atingindo patamar de US$ 0,90
Outro destaque positivo fica com a forte trajetória ascendente apresentada pelo C-Bond, que rompeu nesta quinta-feira o patamar de US$ 0,90 pela primeira vez desde quando foi lançado em 1994. Como conseqüência desta alta, o risco-país caiu, aumentando as possibilidades de captações no exterior por empresas e bancos brasileiros.
Dólar futuro na BM&F também fechou em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em junho encerrou o dia cotado a R$ 2.955, forte baixa de 1,14% em relação ao fechamento de R$ 2.989 da última quarta-feira. O contrato com vencimento em julho, por sua vez, fechou em baixa de 1,10%, atingindo R$ 2.955 frente
a R$ 2.988 do fechamento de quarta-feira.
FRA de cupom
O FRA de cupom cambial mais próximo, para julho de 2003, fechou a 2,55%, frente aos 2,80% do fechamento de segunda-feira. Já o contrato de maior liquidez, referente a agosto de 2003, encerrou a 3,25%, frente aos 3,55% apurados na última sessão.