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SÃO PAULO – Com boas referências da economia e do cenário corporativo, os mercados voltam a registrar uma sessão de ganhos generalizados. Nos Estados Unidos, os dados do PIB (Produto Interno Bruto) e novas iniciativas do Fed para estimular a liquidez engatilharam os ganhos, enquanto o Ibovespa encontrou forte recuperação principalmente nos ativos de siderurgia, papel e celulose e mineração.
Com apenas seis baixas, o índice fechou a quinta-feira (25) na máxima do dia, com valorização de 3,71%, atingindo 51.514 pontos. O volume financeiro totalizou R$ 4,7 bilhões. Lá fora, Wall Street voltou a ter um pregão de ganhos expressivos, com ajuda de resultado positivo da varejista Bed Bath & Beyond (+9,5%) e interpretações acerca do futuro da economia.
Com o mandato de Ben Bernanke à frente do Federal Reserve se encerrando no final do ano, o mercado procura pistas sobre seu provável sucessor. Nesta sessão, o atual chairman garantiu diante do Congresso a transparência da fusão entre Bank of America e Merrill Lynch, fator interpretado como ponto para sua permanência no cargo.
Fed e Bacen
A autoridade monetária também apareceu nos noticiários pela extensão de diversos programas que visam ampliar as condições de liquidez do sistema financeiro para meados de 2010. Por outro lado, o Talf, que relaciona empréstimos contra títulos garantidos, não foi prorrogado.
Em acordo com o Banco Central brasileiro, a linha de swap entre dólares e reais, cujo montante é de US$ 30 bilhões, foi estendida. O tratado terá sua validade ampliada para primeiro de fevereiro de 2010. Inicialmente, o prazo de vencimento fora fixado em 30 de abril deste ano, contudo ele já havia sido postergado para 30 de outubro.
PIB EUA
Além dos Bancos Centrais, o investidor olhou atentos para indicadores econômicos importantes. Para consolidar o ritmo de ganhos, a medição revisada para o desempenho do PIB (Produto Interno Bruto) norte-americano no primeiro trimestre apontou retração de 5,5%, recuo um pouco menor que as projeções.
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Destaques corporativos
O noticiário corporativo, por sua vez, colocou a extensão do período de reservas para a oferta da VisaNet em foco. O prazo, que terminava na véspera, foi ampliado até a tarde desta quinta-feira após o imbróglio envolvendo a eliminação de 22 corretoras do processo. O restante do cronograma permaneceu inalterado.
As blue chips ajudaram a puxar a expressiva valorização do Ibovespa. Juntas, Vale e Petrobras anunciaram planos de uma parceria para a exploração de hidrocarbonetos no Espírito Santo, com foco principalmente no gás natural.
Ainda assim, a maior valorização do índice ficou por conta das ações da GOL, que voltaram a subir após três sessões após a companhia sinalizar a intenção de adicionar rotas para o Caribe a seu portfólio. Na outra ponta, os papéis da Ultrapar lideraram as seis baixas do Ibovespa, acumulando a oitava queda em nove pregões.
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Dólar recua
O dólar comercial foi ampliando suas perdas ao longo do dia e fechou cotado na venda a R$ 1,946, apontando queda de 1,72%.
Após ter se ausentado nas duas últimas sessões, o BC voltou a comprar dólares no mercado à vista através de leilão nesta quinta-feira. Segundo o Depin (Departamento de Operações de Reservas Internacionais), a operação, cuja taxa aceita ficou em R$ 1,9565, teve início às 14h59 e terminou às 15h09 (horário de Brasília).
Além da extensão da linha de swap entre dólares e reais estabelecida com o Fed, o Bacen ainda comunicou a realização, a partir das 17h00 (horário de Brasília), de uma sondagem no mercado para analisar se há demanda para a realização de swap cambial.
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Renda Fixa
No mercado de renda fixa, os juros futuros encerraram sem tendência definida. O contrato com vencimento em julho de 2009, que apresenta maior liquidez, encerrou apontando taxa de 9,00%, baixa de 0,02 ponto percentual frente à apresentada na sessão anterior.
No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado a 128,50% de seu valor de face, estável.
O risco-país, calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan, fechou cotado a 292 pontos-base, estável em relação ao fechamento anterior.
Bolsas dos EUA sobem forte
Nos Estados Unidos, o índice S&P 500, que engloba as 500 principais empresas norte-americanas, teve alta de 2,14% e atingiu 920 pontos.
Seguindo esta tendência, o índice Dow Jones valorizou-se 2,08%, a 8.472 pontos.
Da mesma forma, o índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia norte-americanas, subiu 2,08%, a 1.830 pontos.
Na Europa, o
índice DAX 30 da bolsa de Frankfurt registrou baixa de 0,73% e atingiu 4.801 pontos.
No mesmo sentido, o índice CAC 40 da bolsa de Paris desvalorizou-se 0,68%, chegando a 3.163 pontos.
Já o FTSE 100, da bolsa de Londres, caiu 0,64% a 4.253 pontos.
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Veja os indicadores previstos para a sexta-feira
Sem indicadores relevantes no Brasil, a sexta-feira (26) destaca os dados da economia norte-americana. Ênfase para os índices Personal Income e Personal Spending do mês de maio, que avaliam a renda individual dos cidadãos norte-americanos e os gastos dos consumidores, assim como para o núcleo do PCE, medida de inflação mais acompanhada pelo Fed.
A Universidade de Michigan divulga a versão revisada do Michigan Sentiment de junho, que mede a confiança dos consumidores na economia norte-americana.