Mercado se divide nesta segunda-feira e risco país sobe, assim como C-Bond

Com investidores analisando perspectiva de maior juro nos EUA e cenário doméstico, C-Bond tem leve alta

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SÃO PAULO – Os principais títulos da dívida externa brasileira fecharam sem tendência definida nesta segunda-feira, com as atenções dos investidores divididas entre as boas notícias relacionadas ao cenário interno brasileiro e o pessimismo decorrente do noticiário internacional.

Assim, a perspectiva de aumento do juro norte-americano voltou ao foco nesta sessão e pressionou o mercado, após o secretário do Tesouro norte-americano, John Snow, ter destacado o atual momento positivo da economia local.

Snow destaca bom desempenho econômico dos EUA

Em declaração concedida nesta segunda-feira, o secretário do Tesouro norte-americano, John Snow, afirmou que a economia norte-americana passa por um momento de grande crescimento, que impulsiona uma recuperação do mercado de trabalho do país.

Com isto, o mercado retomou a perspectiva de elevação do juro do país, medida que poderá comprometer o fluxo de recursos para mercados emergentes e, conseqüentemente, os papéis da dívida brasileira.

Saldo positivo e recomendação, porém, trazem otimismo

Por outro lado, reafirmando a boa avaliação do cenário econômico interno pelo mercado, o banco de investimento UBS destacou nesta segunda-feira que as ações brasileiras são uma boa opção de investimento. Entre as razões para o otimismo, o banco citou o compromisso federal com o ajuste fiscal, sinais de crescimento econômico e a precificação já ocorrida de futuros impactos do aumento do juro dos EUA.

Outra notícia otimista foi o resultado da balança comercial na quarta semana de abril, quando foi acumulado um superávit de US$ 690 milhões, elevando o saldo em 2004 para US$ 7,676 bilhões e reiterando o bom desempenho das exportações.

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C-Bond fecha em leve alta

O principal título da dívida externa brasileira, o C-Bond, fechou

em alta de 0,06%

na tarde desta segunda-feira, cotado a

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94,00
centavos de dólar.

Por sua vez, outros títulos da dívida reestruturada brasileira, como o Par Bond e o Discount Bond não acompanharam a tendência de C-Bond.

O Par Bond

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subiu 1,86%,

cotado a
82,00
centavos de dólar,
enquanto o Discount Bond mostrou desvalorização de 0,61%, cotado a 81,00 centavos de dólar.

Já dentre os principais bônus globais, o destaque ficou com o Global 20, que mostrou alta de 0,90%.

Risco país subiu

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Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil
calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 602 pontos base, um aumento de 5 pontos base em relação ao último fechamento.

Vale destacar que, além da queda de alguns títulos brasileiros, o menor rendimento dos Treasuries, os títulos do Tesouro norte-americano, também contribuiu para a elevação do risco país nesta sessão.

Confira abaixo as cotações dos principais ativos da dívida externa brasileira:

Ativo Último Fech. Anterior Var %
C-Bond 94,00 93,94 +0,06
Par Bond 82,00 80,50 +1,86
Discount Bond 81,00 81,50 -0,61
Global 06 108,19 107,81 +0,35
Global 07 110,00 110,13 -0,12
Global 08 102,50 102,75 -0,24
Global 09 120,94 120,75 +0,16
Global 20 112,00 111,00 +0,90
Global 27 93,56 94,00 -0,47
Global 40 97,63 98,00 -0,38