Mercado rebaixa expectativas econômicas para o próximo ano

11h30 – 25/09InfoMoney São Paulo – O Banco Central divulgou o relatório de mercado referente a 21 de setembro, que mostra através de pesquisa diária realizada pela autoridade monetária, as expectativas do mercado quanto aos principais indicadores econômicos do Brasil. O mercado ainda não tem como medir os efeitos da retaliação dos EUA aos culpados […]

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11h30 – 25/09
InfoMoney

São Paulo – O Banco Central divulgou o relatório de mercado referente a 21 de setembro, que mostra através de pesquisa diária realizada pela autoridade monetária, as expectativas do mercado quanto aos principais indicadores econômicos do Brasil. O mercado ainda não tem como medir os efeitos da retaliação dos EUA aos culpados pelos atentados terroristas ao país. As taxas de inflação já se ajustaram em patamares relativamente maiores, com destaque para perspectiva um pouco mais negativa para o próximo ano, com menor expansão econômica e maior taxa de juros e de câmbio.

A mediana das expectativas de mercado para o crescimento do PIB se estabilizou em 1,70% em 2001, enquanto para o próximo ano é esperada uma expansão econômica menor de 2,65%. Na pesquisa da semana anterior, a expectativas indicam uma expansão econômica 2,93% em 2002. O IPCA, que é o índice que acompanha a meta de inflação acordada entre o governo brasileiro e o FMI para este ano, deve atingir 6,50% neste ano e manteve-se em 4,5% para 2002. As estimativas para o IGP-DI da FGV também ficaram maiores, já que passaram de 9,29% para 9,30% em 2001 e caíram de 5,73% para 5,69% em 2002. Quanto ao IPC da FIPE, o mercado espera agora inflação maior, de 6,50% neste ano e de 4,5% no próximo ano.

A balança comercial deve registrar déficit de US$ 200 milhões em 2001, o que reduz a expectativa anterior de déficit de R$ 300 milhões. A projeção para o superávit do próximo ano agora é de US$ 1,12 bilhão, crescendo US$ 900 milhões em relação à expectativa anterior. Para a Selic-Over no fim de 2001, as previsões são de 18,50% ao ano e para 2002 de 16,5% ao ano, superior às estimativas anteriores para 2002, em que a taxa anual de juros era de 16,0%. Com relação ao câmbio, as instituições pesquisadas acreditam que a moeda norte-americana deva fechar este ano em R$ 2,60 e em R$ 2,70 no final de 2002.

A conjuntura ainda é de incertezas, já que uma provável reposta norte-americana aos ataques pode levar a economia mundial à recessão, o que segundo o FMI deve ser atingida se o crescimento mundial não superar os 2% neste ano. Com as expectativas de guerra, o comércio internacional se contrai e o fluxo de mercadorias fica menor porque será necessário aumentar a segurança mundial, representando um entrave à entrada de mercadorias exportadas nos países, o que agrava ainda mais a complicada situação do setor no Brasil.

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