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SÃO PAULO – O dólar fechou novamente em alta nesta quarta-feira, dando continuidade a uma tendência de quatro fechamentos seguidos. A moeda norte-americana operou com forte volatilidade, em um dia de bastante nervosismo no mercado cambial.
Banco Central não rola dívida inteira
O mercado operou durante o dia à espera do leilão de títulos cambiais do Banco Central. A autoridade tem US$ 2,5 bilhão em títulos cambais vencendo na quinta-feira, e durante a semana promoveu operações de venda para rolar a dívida, de forma que na terça-feira, foram vendidos US$ 925 milhões em swaps, e na segunda-feira US$ 600 milhões. Nessa quarta-feira, o Banco Central tinha US$ 965 milhões para rolar, mas conseguiu vender apenas US$ 25 milhões. A autoridade monetária terá que pagar caso não consiga rolar os títulos restantes.
Nesse contexto, a moeda norte-americana foi pressionada nesta quarta-feira pela formação da Ptax, que será a taxa utilizada para liquidar a divida do Banco Central na quinta-feira. Dessa forma, os investidores com opção comprada pressionaram a cotação do dólar para aumentar seus ganhos.
BNDES liberará US$ 1 bilhão para financiar exportações
Com o mercado apreensivo com o leilão do Banco Central, a notícia do crédito do BNDES para financiamento do comércio exterior ficou em segundo plano, apesar de ter agradado o mercado. O BNDES deverá liberar na próxima semana cerca de US$ 1 bilhão para financiar as exportações, com recursos provenientes do acordo com o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento).
O mercado foi afetado também pela divulgação de uma nova pesquisa eleitoral, que apontou o candidato governista, José Serra, com a mesma porcentagem das intenções de votos da última pesquisa. O resultado contrariou os rumores que circularam no mercado na terça-feira, de que Serra teria apresentado melhoras em sua campanha na nova pesquisa.
Na pesquisa, Lula manteve a liderança com 33,4% das intenções de votos, e Ciro Gomes subiu de 25,5% para 28,6% das preferências. José Serra manteve os 13,4% da última pesquisa e está agora tecnicamente empato com Garotinho, que tem 12,1% das intenções de votos. A pesquisa foi realizadas pelo Instituto Sensus.
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Dólar sobe 1,55% e fecha cotado a R$ 3,209
O dólar comercial fechou cotado a R$ 3,2000 na compra e R$ 3,2090
na venda, forte alta de 1,55% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
3,0490, representando um deságio de 4,72%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta alta, o
dólar acumula desvalorização de 7,65% em agosto, frente
a alta de 23,27% registrada no mês passado.
No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 38,62%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta
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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em setembro
encerrou o dia cotado a R$ 3.200,
forte alta de 1,65% em relação ao fechamento
de R$ 3.148
da última terça-feira. O contrato com vencimento em outubro, por sua vez, fechou em forte alta de 2,06%,
atingindo R$ 3.165 frente
a R$ 3.101 do fechamento de
ontem.