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SÃO PAULO – Após operar toda a manhã em alta, o dólar comercial inverteu o sinal na parte da tarde e fechou em queda de 0,25%, aos R$ 1,7189 na venda. O dia começou apreensivo nos mercados, mas o humor melhorou após a Espanha vender mais em títulos de dívida do que era esperado. Indicadores positivos na agenda norte-americana também ajudaram a trazer ânimo aos investidores.
O mercado operava com cautela após a agência de classificação de risco Moody’s de alteração das notas de crédito de 114 instituições financeiras de 16 países europeus. Deste total, 109 bancos tiveram a perspectiva dos ratings da dívida de longo prazo revista para negativa, o que indica que poderão surgir cortes nas notações financeiras.
A agência também revelou a mesma ação para outros grandes bancos mundiais, como os norte-americanos Bank of America Merrill Lynch, Citigroup, Goldman Sachs, JPMorgan Chase e Morgan Stanley. Além disso, no continente, os bancos centrais europeus fizeram uma troca de € 50 bilhões em bônus gregos.
Agenda econômica
Na agenda de indicadores desta quinta-feira, a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) revelou o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor) que apontou taxa de 0,24% na segunda semana de fevereiro. A FGV (Fundação Getulio Vargas) divulgou o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) do mesmo período que apontou inflação de 0,30%. Tivemos ainda o o IBC-Br (Índice Mensal de Atividade do BC), que apontou avanço de 2,72% em 2011.
Nos EUA a agenda bastante movimentada trouxe bons resultados. O Housing Starts, índice que aponta o número de casas que começam a ser construídas, registrou 699 mil casas no resultado anualizado de janeiro, acima dos 671 mil imóveis esperados. Por outro lado, o Building Permits, que mostra o número de autorizações para a construção de imóveis, computou menos permissões do que se esperava no mesmo mês.
O Departamento de Trabalho reportou o PPI (Producer Price Index), que registrou alta de 0,1%, enquanto em dezembro havia registrado queda de 0,1%. O mercado esperava taxa positiva de 0,3%. Já o Core PPI, que é calculado sem os preços de alimentação, mostrou avanço de 0,4%, acima da alta de 0,2% estimada pelo mercado.
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Ainda por lá, o Initial Claims registrou um total de 348 mil pedidos de auxílio desemprego, enquanto a média de projeções do portal norte-americano Briefing esperava 365 mil. Por fim, o Fed divulgou o Philadelphia Fed Index, de atividade industrial, que superou levemente as projeções de mercado e terminou em 10,2 pontos positivos em fevereiro.
Dólar comercial, futuro e Ptax
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,7181 na compra e R$ 1,7189 na venda, baixa de 0,25% em relação ao fechamento anterior. Com esta queda, o dólar acumula desvalorização de 1,61% em fevereiro, frente à queda de 6,50% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 8,01%.
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em março segue o dia cotado a R$ 1,724, baixa de 0,63% em relação ao fechamento de R$ 1,735 da última quarta-feira. O contrato com vencimento em abril, por sua vez, fechou em baixa de 0,29%, atingindo R$ 1,738 frente à R$ 1,743 do fechamento de ontem.
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Já o dólar Ptax, que referencia os contratos futuros na BM&F Bovespa, fechou cotado a R$ 1,7326 na venda, alta de 0,98%.
O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava 1,7223.
FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, opera a 0,72 para abril de 2012.