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SÃO PAULO – O mercado de trabalho brasileiro surpreendeu na manhã desta quinta-feira (20). A taxa de desocupação do mês de julho, de 8%, ficou abaixo do que era esperado pela média dos economistas e já foi capaz de mudar muitas projeções sobre o desempenho da economia em 2009. É a menor taxa para o mês desde 2002.
“O resultado de hoje nos fez rebaixar novamente a taxa média de desemprego esperada para o ano de 2009, de 8,5% para 8,2% da PEA (População Economicamente Ativa) – ainda acima da média registrada em 2008 (7,9%), mas muito abaixo das taxas médias anuais observadas entre 2003 e 2007”, avalia a LCA Consultores, em relatório.
Nas seis regiões pesquisadas, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Porto Alegre apresentaram as menores taxas no sétimo mês do ano. “Mais uma boa notícia no mercado de trabalho que, somado aos números positivos do Caged, apontam para uma recuperação interessante do emprego no País”, diz a equipe da Gradual Investimentos.
Segundo o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgado
na última terça-feira (18), houve criação de 138.402 postos de trabalho no mês de julho. O emprego formal registrou a sexta expansão seguida, com aumento de 0,43% frente a junho. Esse também foi o melhor saldo do ano.
Mais ocupados e renda
Outro destaque da divulgação do IBGE foi o resultado da população economicamente ativa, que apresentou leve alta entre junho e julho. “Se tivesse caído – por exemplo – teríamos a falsa impressão que o desemprego teria caído. Não é o caso hoje, apesar de ter sido discreto o aumento na PEA, o resultado final é interessante: o país contratou mais”, diz a Gradual.
| Taxa de desocupação |
| Fonte: Instituto Brasileiro de Estatística (IBGE) |
No sétimo mês do ano, a população ocupada (21,3 milhões) cresceu 0,9% frente a junho. Já na comparação com julho de 2008, houve alta de 1,1%. Além disso, o rendimento médio real habitual dos ocupados (R$ 1.323,30) subiu 0,5% na comparação mensal e 3,4% no ano. “O valor vem subindo paulatinamente”, avalia a Gradual.
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Os números do emprego trouxeram alento aos investidores e, segundo economistas, há possibilidade de crescimento das contratações daqui para frente. “Sinais de amenização do processo de ajuste do mercado de trabalho devem trazer mais pessoas à PEA nos próximos meses”, afirma a Rosenberg & Associados, em relatório.