Mercado imobiliário: metro quadrado mais caro do Brasil continua sendo o do Leblon

Ipanema, Itaim Bibi, Pinheiros e Savassi completam lista de endereços premium

Agência O Globo

Leblon, Rio de Janeiro, RJ, Brasil (Arne Müseler/Wikimedia Commons)
Leblon, Rio de Janeiro, RJ, Brasil (Arne Müseler/Wikimedia Commons)

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Segundo o Índice FipeZAP, os preços de venda de imóveis residenciais subiram 6,52% em 2025, superando o avanço do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) — a inflação oficial do país —, que acumulou 4,46% até novembro, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O desempenho de 2025 foi o segundo melhor dos últimos 11 anos, atrás apenas de 2024, quando a valorização chegou a 7,73%. O índice, calculado a partir de dados de 56 cidades, é desenvolvido pela Fipe em parceria com o Grupo OLX.

Dentro desse cenário, um grupo restrito de bairros de alto padrão voltou a se destacar — com o Leblon, no Rio de Janeiro, reafirmando sua posição histórica como o metro quadrado mais caro do Brasil.

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Valor médio

Em dezembro de 2025, o valor médio no Leblon chegou a R$ 25.717 por metro quadrado, à frente de Ipanema (R$ 25.302). Mesmo partindo de uma base já elevada, o Leblon registrou valorização anual de 6,6%, desempenho acima da média nacional.

Especialistas apontam que a combinação de oferta extremamente restrita, localização privilegiada e perfil patrimonial dos compradores mantém o bairro blindado contra ciclos mais bruscos de correção. O resultado reforça o papel do Leblon como ativo imobiliário de preservação de valor, mais do que de crescimento acelerado.

Outros bairros

Na sequência do ranking aparecem bairros paulistanos tradicionais. O Itaim Bibi fechou o ano com preço médio de R$ 19.468 por metro quadrado, após alta de 5,9%, enquanto Pinheiros teve valorização mais modesta, de 2,7%, alcançando R$ 18.355. Fora do eixo Rio-São Paulo, a Savassi foi o destaque, com alta de 13,2%, mais que o dobro da média nacional, chegando a R$ 18.053.

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Apesar do protagonismo dos bairros nobres, o levantamento mostra que todas as 56 cidades monitoradas registraram aumento de preços em 2025. O valor médio nacional do metro quadrado residencial alcançou R$ 9.611 em dezembro.

Outro movimento relevante foi a valorização dos imóveis compactos. As unidades de um dormitório lideraram o ranking anual, com alta de 8,05%, além de concentrarem o maior preço médio do país, de R$ 11.669 por metro quadrado.

No recorte por cidades, o topo do ranking nacional segue dominado pelo Sul e Sudeste. Balneário Camboriú manteve a liderança entre os municípios, com R$ 14.906 por metro quadrado, seguida por Itapema (R$ 14.843) e Vitória (R$ 14.108). O maior avanço percentual foi justamente o da capital capixaba, com valorização de 15,13% em 12 meses.