Mercado imobiliário dos EUA pressiona e bolsas europeias encerram em queda

Dados decepcionantes relativos à indústria do continente e números nos EUA põem em xeque recuperação sem estímulos

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SÃO PAULO – Os principais índices das bolsas europeias encerraram em baixa pelo segundo pregão consecutivo nesta quarta-feira (23), sob o peso da queda na indústria e nos serviços do continente e dos números decepcionantes relativos ao mercado de imobiliário norte-americano. Os dados colocam em dúvida a capacidade de recuperação da economia sem as medidas de incentivo do governo.

% Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
 DAX 30 -1,03 6.205 +6,87 +4,15 
 FTSE 100 -1,30 5.179 +2,15 -4,33 
 CAC 40 -1,71 3.642 +6,15 -7,48 
 SMI -1,26 6.382 +2,82 -2,51 
 FTSE MIB -1,21 20.359 +6,98 -12,43 
 Euro Stoxx 50 -1,50 2.705 +5,73 -8,81 

Em Madri, o Ibex 35 acompanhou o ritmo e encerrou em queda de 1,30%, em 9.886 pontos.

Indústria desacelera na Europa e mercado imobiliário decepciona nos EUA
O crescimento dos serviços e da indústria na Europa desacelerou em junho, somando-se aos sinais que põem em xeque a recuperação do continente. O índice que aufere o desempenho dos setores caiu de 56,4 para 56 pontos, de acordo com a Markit Economics.

Já nos EUA, foi divulgado que, em maio, o New Home Sales marcou a venda de 300 mil casas novas no país, resultado bem abaixo do esperado pelo mercado e o menor já registrado na série histórica do indicador.

Setor financeiro recua
Bastante alavancados ao desempenho econômico global, o setor é bastante prejudicado pelos indicadores divulgados nesta sessão. Além de seguradoras, como a Legal & General Group (-2,77%), em Londres, e a Allianz, em Frankfurt (-1,65%), também os bancos encerraram em queda. Ainda na capital financeira da Alemanha, Deutsche Bank (-1,84%) e Commerzbank (-2,54%) ficaram próximos da ponte negativa do índice DAX 30. Em Paris, Crédit Agricole e BNP Paribas, recuaram, respectivamente, 2,58% e 2,17%.

Commodities também registram desvalorização
No mesmo caminho, o setor de commodities acompanhou a queda nos preços dos minerais e encerrou em baixa. Em Paris, a Arcelor Mittal recuou 3,20%. Lonmin (-3,19%) e Xstrata (-2,86%) também encerram no campo negativo em Londres.

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Setor imobiliário
Além disso, companhias cujos negócios dependem da expansão do setor de construção civil repercutiram as notícias vindas do outro lado do Atlântico. A Wolseley, que fornece produtos para aquecimento e encanamento, despencou 5,19% em Londres. Em Frankfurt, a HeidelbergCement, terceira maior fabricante de cimento do mundo, encerrou com desvalorização de 4,13%.

Reino Unido a caminho de apertos?
Por último, pesou também a notícia de que um dos membros do Bank of England, Andrew Sentance, votou contra a manutenção da taxa básica de juro do Reino Unido em 0,5% ao ano, sendo a primeira vez em quase dois anos que um oficial mostra-se favorável à elevação do juro. A ata da última reunião da autoridade monetária foi divulgada nesta sessão.